A unidade curricular Metodologia de Investigação em Contexto Online foi iniciada e preparada para a problemática específica da investigação em contextos online e para a selecção, desenho e construção de um plano de investigação. O grande objectivo desta unidade é preparar os alunos, para o desenvolvimento da sua tese.
Nesta unidade curricular tive o prazer de procurar, estudar, discutir, e reflectir sobre:
- O PROCESSO DE INVESTIGAÇÃO
- paradigmas e métodos de investigação em Educação,
- etapas do processo de investigação
- e a traçar as características de um relatório de investigação.
-
- Pesquisa e estudo individual - coloquei no nosso delicious links sobre esta temática que considero serem bons e relevantes (tag. mvelosa). No inicio coloquei com tags que nada tinham haver com o meu nome, mas sim com a temática.
- Análise (individual ou mesmo em equipa) de uma dissertação de mestrado - Fiz inicialmente a análise de forma individual, após a realização de forma individual, voltei a realizar a análise com o meu grupo de trabalho. O trabalho de grupo é mais dinâmico e permite a troca e a discussão de ideias.
- Organização em equipa de um fluxograma relativo ás etapas de uma investigação - Este fluxograma levou a uma boa discussão de grupo, o seu resultado final foi muito bom.
- Discussão em fórum dos fluxogramas produzidos; debate sobre as etapas do processo de investigação; debate sobre os métodos de investigação em educação. – Participei de forma activa nesta discussão.
- Métodos de recolha de dados
- Questionários online: que ferramentas?
- Questões específicas para análise:
- A- Sobre os questionários
- B – Sobre as entrevistas
- pesquisa individual sobre os métodos de recolha de dado – coloquei no nosso delicious links sobre esta temática que considero serem bons e relevantes.
- análise individual ou em equipa da utilização do questionário como método de recolha de dados: Fiz inicialmente a análise de forma individual, após a realização de forma individual, voltei a realizar a análise com o meu grupo de trabalho. O trabalho de grupo é mais dinâmico e permite a troca e a discussão de ideias.
- discussão em fórum geral sobre os métodos quantitativos, em particular o uso do questionário. - Participei de forma activa nesta discussão.
- pesquisa individual (ou em equipa) sobre a utilização de entrevistas e sobre as técnicas de entrevista. – coloquei no nosso delicious links sobre esta temática que considero serem bons e relevantes.
- preparação em equipa de um guião para uma e-entrevista. – O guião desenvolvido foi muito bem conseguido e eu aprendi muito com esta actividade – link - desenvolvida pelos suspeitos do costumo. A professora chamou a atenção para alguns pontos importantes.
- apresentação dos guiões e discussão em fórum geral; – Participei de forma activa nesta discussão e aprendi muito com esta troca de ideias.
- construção de um guião comum para uma e-entrevista. – Este guião foi desenvolvido tendo em conta todo o trabalho desenvolvido pela equipa suspeitos do costumo – link. Foi complicado chegar a um guião final.
- realização de e-entrevistas no terreno – Este foi um trabalho muito bom. Aqui fiquei a conhecer o que uma amiga pensa em relação ao e-learning. Aprendi que uma entrevista não é estática. link
- Análise da entrevista - Fui sem qualquer dúvida um grande desafio, mas consegui chegar ao fim. Esta foi uma actividade complicada e tive alguma dificuldade, mas com a ajuda da professora lá fui fazendo. - link
- Análise de uma analise e de uma segunda entrevista – Foi bom esta actividade, consegui perceber pontos que ainda não tinha percebido. – link.
- Análise de interacções online.
Dediquei a esta unidade muito tempo, de forma a conseguir realizar todas as actividades com sucesso.
Agora agradeço à Professora Alda Pereira e a todos os meus colegas, por mais estas actividades de partilha e interacção…Obrigada a todos.
Um especial obrigada aos meus amigos os suspeitos do costume.
Entrevistas
O recurso à prática de entrevistas como técnica de recolha de informação apresenta diversas vantagens mas, também, tem as suas limitações.
O investigador/entrevistador deverá definir o tipo de entrevista, bem como o formato das questões a aplicar, de acordo com os objectivos cuidadosamente estabelecidos para a sua investigação.
Como qualquer outra tarefa de investigação a entrevista exige um planeamento cuidadoso. Por isso, independentemente do tipo de entrevista a realizar, o investigador deverá ter em consideração alguns aspectos aquando da sua utilização.
Estes aspectos encontram-se separados no tempo e podem ser enumerados de uma forma sumária:
antes da entrevista -
- definir o objectivo;
- construir o guião de entrevista;
- escolher os entrevistados;
- preparar as pessoas a serem entrevistadas;
- marcar a data, a hora e o local;
- preparar-se para a entrevista com formação técnica),
durante a entrevista (explicar quem somos e o que queremos;
- saber escutar;
- contornar situações de silêncio com perguntas de aquecimento e focagem;
- controlar o fluxo de informação;
- evitar perguntas indutoras e
depois da entrevista
- registar observações e/ou dados recolhidos;
- analisar e
- discutir os resultados.
Questionários e Entrevistas
Os investigadores usam os questionários e as entrevistas para transformar em dados a informação directamente comunicada por uma pessoa. Ao possibilitar o acesso ao que está “dentro da cabeça de uma pessoa”, estes processos tornam possível medir o que uma pessoa sabe (informação ou conhecimento), o que gosta e não gosta e o que pensa. Os questionários e as entrevistas podem também utilizar-se para revelar as experiências realizadas por cada um e o que, em determinado momento, está a decorrer. Esta informação pode ser transformada em números ou dados quantitativos, utilizando técnicas de escalas de atitudes e escalas de avaliação.
Os questionários e as entrevistas dão-nos os dados expressos pelos próprios inquéritos. Tais dados reflectem o que os sujeitos pensam, mas estes podem ser influenciados, tanto pela auto-consciência como pelo desejo de criarem uma impressão favorável.
As questões aparecem em cinco formatos:
- Directas, indirectas;
- Especificas ou questões efectivamente objectivas;
- Factuais ou exprimindo uma opinião;
- Questões versus afirmações, em relação às quais se pede o grau de acordo ou desacordo;
- Questões pré-determinadas versus questões com uma chave de resposta.
As respostas:
- Não estruturadas;
- Espaços a preencher;
- Tabuladores;
- Graduadas;
- Ordenadas ou com uma escala de avaliação de cinco;
- Ordenadas;
- Em listas;
- Em categorias;
AS fases do processo da investigação
O processo de investigação, segundo Bruce, segue o método cientifico, ou seja, propõe um problema a resolver, constrói uma hipótese ou solução potencial para o problema, formula a hipótese, de forma operacional e, então, tenta verificar esta hipótese por meio da experimentação e da observação.
Desta forma as fases do processo são:
- A identificação de um problema;
- A analise crítica da bibliografia;
- A construção de uma hipotese;
- A identificação e definição do estatuto das variáveis;
- A construção das definições operacionais;
- A manipulação e controlo das variáveis;
- A construção do design de investigação;
- A identificação e construção dos processos de observação e de medida;
- A elaboração de questionários e guiões para a realizar uma entrevista;
- A realização das análises estatísticas;
- A redacção do documento final da investigação;
- A organização e desenvolvimento da avaliação da investigação;
- A organização e desenvolvimento de um processo de investigação qualitativa;
- Analise crítica dos documentos já publicados de uma investigação.
Éticas
A questão das exigências éticas é importante para os investigadores na área da educação. Visão que a investigação tem como objectivo de estudo a aprendizagem e o comportamento dos seres humanos, muitas vezes ainda crianças, pode dificultar, prejudicar, perturbar, tornar-se enganoso, ou afectar, de qualquer outro modo, negativamente, a vida dos que nele participam.
Mas então “porquê fazer então investigação se, de facto, qualquer pessoa pode ficar comprometida”
A investigação em educação é sempre um potencial para as pessoas melhorarem a educação e a aprendizagem.
Existe um conjunto de considerações eticas que o investigador deve ter em conta:
- O direito à privacidade ou à não-participação;
- O direito a permanecer no anonimato;
- O direito à confidencialidade; e
- O direito a contar com o sentido de responsabilidade do investigador.
A Investigação
A Investigação é uma tentativa sistemática de atribuição de respostas às questões. Tais respostas podem ser abstractas e gerais como é, muitas vezes, o caso na investigação fundamental, ou podem ser, com frequência, altamente concretas e especificas, como acontece na investigação aplicada. Em ambos os tipos de investigação, o investigador descobre os factos e formula, então, uma generalização baseada na interpretação dos mesmos.
A investigação fundamental diz respeito à relação entre duas ou mais variáveis. É realizada a partir da identificação de um problema, examinando as variáveis relevantes já seleccionadas atraves de uma revisão da literatura, construindo uma hipótese plausível, criando um design de investigação para estudar o problema, recolhendo e analisando os dados apropriados e, extrair as conclusões acerca da relação entre as variaveis. Muitas vezes, a investigação fundamental não nos dá, imediatamente.
Não é, tarefa fácil garantir a validade da investigação, como se demonstra pelos exemplos que se seguem.
A investigação por inquérito (survey) é um tipo especifico de investigação que aparece frequentemente no campo da educação. Neste tipo de investigação realizada na escola, enquanto processo habitual em situações educativas, um estudo das variáveis consiste, frequentemente, em fazer apenas a sua identificação e enumeração sem grande preocupação em determinar, de uma forma sistemática, a relação entre determinadas variáveis consideradas relevantes. Para o conseguir, são necessários dados específicos que permitam uma comparação e, muitas vezes não é possível recolher os dados adequados.
As características do processo de investigação
É possível identificar um conjunto de propriedades que caracterizam o processo de investigação, pelo menos na forma ideal:
A investigação é sistemática; é lógica, é empírica, é redutível, é replicável e transmissível.
Estratégias de interacção entre tutor e estudantes em Educação a Distância
Objectivo - estudo das metodologias e formas de interacção docente-aprendente e aprendente-aprendente em regime de ensino a distância, no âmbito de seminários abertos, isto é, seminários que visam a concepção, por parte dos professores em formação, de projectos de intervenção educacional.Tutores/Professores.
Participantes - Estudantes do Curso de Complemento de Formação Científica e Pedagógica para Professores do 1º Ciclo do Ensino Básico e do Curso de Complemento de Formação Científica e Pedagógica para Educadores de Infância – modalidade a distância, Universidade Aberta, Portugal.
Disciplinas – Algumas estruturadas segundo campos de saber específico e uma não estruturada – o aluno trata um problema de forma autónoma. Seminário - Pereira e Miranda (2003) “…o Seminário tem como finalidade constituir um espaço de reflexão e acção prática conducente a um desempenho fundamentado e profissionalmente mais eficaz por parte do estudante, professor/educador em formação.” (p.11)
Objectivos da investigação:
a) Identificar metodologias de ensino a distância adequadas à concepção autónoma de projectos educacionais;
b) Compreender os mecanismos que subjazem ao desenvolvimento da autonomia do estudante em regime de ensino a distância no processo de (re)construção de saberes e de desenvolvimento de competências;
c) Construir novos referentes teórico-metodológicos em função do público-alvo deste projecto; e
d) Identificar indicadores de qualidade aplicáveis no contexto desses seminários.
Pontos de estudos
1º.) As interacções do tutor com os estudantes expressas nos diferentes meios de comunicação;
2º.) As dificuldades apresentadas no decorrer do seminário, a partir do levantamento dos dados e instrumento de recolha de dados;
3º.) O uso do livro de apoio ao Seminário: “Problemas e Projectos Educacionais.”
Comunicação bidireccional entre tutor/estudante e estudante/tutor
A comunicação entre o tutor os estudantes foi realizada através de dois modos:
- Oral (Telefone)
- Mensagens electrónicas (e-mail)
Nota: para o esclarecimento de dúvidas em relação ao projecto realizado.
Algumas vantagens no uso do telefone na tutória segundo Landim (1997):
- Discutir os pontos de vista que vão surgindo no desenvolvimento das actividades;
- Atingir uma população que não teria acesso ao ensino presencial;
- Possibilitar atendimento personalizado aos estudantes;
- Promover confiabilidade ao dar o devido destaque às dúvidas de cada aluno em particular.
- Permite uma relação interpessoal.
O resultado do inquérito respondido por 88 estudantes do Seminário diz que:
Telefone:
- 96% dos estudantes dizem que o uso do telefone é a forma mais rápida de interpelação com o tutor.
- 88% diz que é mais fácil colocar as questões por telefone e
- 82,9% diz que entende melhor as explicações do professor quando dadas oralmente.
- O tutor utiliza o telefone para contacto com o estudante tanto para tirar as dúvidas que surgem como também para motivá-lo e não perder o contacto com ele.
- Os estudantes sentem sentem-se melhor ao usar o telefone, para resolver problemas, obter novas ideias e tirar duvidas pontuais.
email
- 74,6% dos estudantes têm acesso ao email e, mesmo assim, preferem a comunicação com o tutor por telefone.
- 60,2% dos estudantes dizem que o uso do e-mail permite o registo permanente do contacto com o tutor e
- 51,1% dizem que o uso do email permite que eles não esqueçam de colocar as questões.
Conclusão:
- O uso do telefone pelo estudante demonstra a necessidade de estabelecer relações de proximidade com o tutor pelo diálogo.
Mas então se :
Porque será que 36,4% dos estudantes não estão disponíveis ao uso de email?
- Será o telefone mais cómodo?
- o tutor não motiva ao seu uso?
- o domínio tecnológico não é suficiente para poder utilizá-lo?
Segundo Faraco (2003), “compreender não é um acto passivo, mas uma réplica activa, uma resposta, uma tomada de posição diante do texto”.
Se 82,9% dos estudantes afirmam compreender melhor o tutor quando dialogam com ele por telefone.
- Através do diálogo oral, por telefone, a compreensão é mais significativa.
Telefone - ao falar com o outro as pessoas organizam mentalmente as suas questões: se não se fazem entender, mudam logo a forma de perguntar e/ou explicar.
e-mail - email este requer uma elaboração maior tanto na formulação da escrita quanto no retorno da resposta.
Interacção - é entendida como “toda a comunicação verbal, de qualquer tipo que seja”, sendo o diálogo face-a-face apenas um de muitos tipos. E é nesse contexto que a interacção estudante/tutor ocorre, não face-a-face mas de um encontro de vozes que dialogam por meio do telefone (um recurso de EaD).
Aretio (1994), afirma que “O Ensino a Distância é um sistema tecnológico de comunicação bidirecional, que pode ser massivo e que substitui a interacção pessoal, na sala de aula, de professor e aluno, como meio preferencial de ensino, pela acção sistemática e conjunta de diversos recursos didácticos e pelo apoio de uma organização e tutoria que propiciam a aprendizagem independente e flexível dos alunos.”
O papel do tutor/professor no Seminário
Tutor/professor – “é o elemento importante e indispensável na rede de comunicação que vincula os cursistas à… manter a motivação dos alunos, possibilita a retroalimentação académica e pedagógica do processo educativo”Landim (1997).
O papel do tutor/professor - se solidifica, sendo ele aquele que dialoga, orienta, tira dúvidas, estimula, provoca, acompanha e se faz presente na construção do conhecimento dos estudantes mesmo distantes fisicamente, é solidário, aberto, paciente e sempre disposto a ouvir as dúvidas, desabafos e comentários dos estudantes.
Como os estudantes sentiram a presença do tutor no decorrer do Seminário
O papel do tutor/professor
- 98,9 Disponível para ouvir;
- 97,7 Disponível para discutir questões colocadas;
- 96,6 Paciente nos contactos
O feedback do tutor
- 88,6 na elaboração do plano de trabalho;
- 87,5 afirma que o feedback ajudou a manter o interesse;
- 87,5 afirma que o feedback ajudou a superar dificuldades
É notável que a educação a distância esteja em permanente processo e que cada instituição esteja buscando novas metodologias e estratégias para o ensino a distância. O processo de comunicação entre estudante/tutor – tutor/estudante é o que marca esse processo.
Estratégias utilizadas pelo tutor para alcançar bons resultados com os estudantes:
- 88,6 dos estudantes concordam que o feedback do tutor contribuiu para elaboração do plano de trabalho;
- 80,7 dos estudantes afirmam que o tutor ajudou-os a delimitar o âmbito do trabalho;
- 87,5 dos estudantes afirmam que o tutor ajudou-os a manter o interesse pelo trabalho;
- 87,5 dos estudantes afirmam que o tutor ajudou-os a superar as dificuldades no decorrer do trabalho.
O uso de um manual de apoio ao Seminário
No texto Problemas e Projectos Educacionais procura-se orientar os estudantes no desenvolvimento de projectos.
1º Parte – conceitos essenciais para auxiliar o estudante a reflectir;
2ºParte - enunciados os objectivos que deverão nortear o Seminário, definidas as modalidades de trabalho a realizar
Ao ser o manual o instrumento impresso de apoio ao estudante, este não substitui o apoio do tutor. Enquanto manual, o texto apresenta conceitos e fundamenta todas as questões voltadas para o desenvolvimento do plano (projecto),
- 97,7% dos estudantes leram e analisaram o manual e no desenvolvimento do projecto solicitaram a ajuda do tutor.
- 90,9% dos estudantes estavam de acordo que o referido texto os ajudou a estabelecer o plano (projeto).
- 89,7% dos estudantes, o manual ajudou a entender a natureza do Seminário.
- 97,7% do grupo analisou o manual Problemas e Projectos Educacionais para a elaboração do plano. Outros 63,6% dos estudantes solicitaram ajuda de colegas.
Esse dado mostra que a interacção com outras pessoas se torna necessária, sendo o tutor o contacto directo principal.
- 42% do grupo procurou a ajuda de outros profissionais.
Pode-se afirmar que além do texto escrito e do apoio do tutor, os estudantes sentiram necessidade de buscar outras ajudas.
É da natureza humana viver em comunidades, dialogar, trocar ideias e ser solidário.
- Isso aponta para um outro modo de conviver (real e virtual) em que cada vez mais se fortalecem os grupos/comunidades distantes as quais desenvolvem seus trabalhos com a ajuda de diversos meios/recursos e pessoas com os mesmos objectivos e trabalhos comuns.
- 65,9% Utilizou a Internet como fonte de pesquisa, sinal de que não usuários dos recursos tecnológicos, mas precisam da voz “viva” do tutor para esclarecer suas dúvidas.
Conclusão:
- Na educação a distância precisa-se pensar quem são os estudantes, qual o seu perfil, e a quem se destina a proposta de trabalho mediada pelas mais ou menos sofisticadas tecnologias e com quais delas se pretende trabalhar, para que se possa melhor utilizar os diversos recursos disponíveis de apoio ao
ensino e à aprendizagem.
- Seja material impresso, telefone, email, fax, Internet, videoconferência, CDRom, televisão, rádio, etc., o que realmente importa é que um deles deve chegar até o estudante, pois o que se quer é promover um ensino de qualidade atendendo a todos sem discriminação de nenhum acesso à educação.
- A construção do conhecimento se dá a partir de qualquer recurso desde que eles cheguem até o estudante e que ele não fique isolado, esquecido ou ainda em silêncio. Nesse contexto, o apoio permanente do tutor/professor, sua interacção com seus alunos, por qualquer meio que seja, é fundamental para o acontecimento do Seminário ou de qualquer outro evento a distância.
Mónica Velosa
Interacções discursivas on-line sobre Epistemologia entre professores de Físicapor Mónica Velosa – Domingo, 28 Fevereiro 2010, 00:01
Interacções discursivas on-line sobre Epistemologia entre professores de Física: uma análise pautada em princípios do referencial sociocultural
Contexto do estudo
Objectivo: Analise das interacções online num fórum de discussão
Curso: Mestrado profissional em ensino de Física
Modalidade do Curso: Ensino a Distância
Disciplina: Epistemologia e Ensino de Física
Duração: 3 semanas
Dados analisados: Enunciados dos participantes a partir de uma ferramenta para análise de interacções discursivas (Mortimer e Scott, 2002) que é pautada pelos princípios das teorias de Vygotsky e de Bakhtin.
Local: Ambiente virtual de Aprendizagem – InterAge.
· InterAge: é um ambiente virtual construtivista voltado para a formação continuada de professores de ciências. A InterAge oferece recursos pedagógicos e interacções on-line com tutores e demais participantes do curso, através de fóruns de discussão, chat e email.
o Fórum de discussão: permite interacções assíncronas por meio de mensagens sobre um determinado tema apresentadas numa sequência cronológica.
o Chat : que permite a interacção síncrona entre participantes
o e-mail : interno.
Ferramentas de comunicação on-line – O uso educacional deste tipo de ferramentas como, por exemplo, os fóruns de discussão, em ambientes virtuais de aprendizagem trazem a necessidade de compreensão das interacções que aí se desenvolvem.
Qual a problema em questão: Epistemologia de Larry Laudan
Informação disponibilizada para o debate: textos lidos ao longo da disciplina, outros textos disponibilizados no ambiente virtual de aprendizagem, questionário composto por cinco perguntas abertas e a interacção on-line num fórum de discussão.
Interacções discursivas versus interacções on-line: hipóteses de trabalho
- As interacções on-line podem ser tratadas como interacções discursivas no sentido empregado por Bakhtin (Bakhtin, 2004), isto é, como fenómeno social que constitui fundamentalmente a língua, realizado por meio de enunciações.
- As interacções discursivas são consideradas como constituintes do processo de construção de significados ou entendimento (Bakhtin, 2004) que é visto como uma negociação de novos significados num espaço comunicativo.
Hipótese
- A linguagem é usada “…em forma de enunciados orais e escritos concretos. Desta forma temos uma aproximação entre as actividades discursivas verbais que compõem uma sequência de ensino àquelas que compõem um fórum de discussão, que se dão pela forma escrita.
- As interacções discursivas no âmbito das actividades comunicativas a distância na Educação em Ciências não caracterizam um género de discurso diferente daquele de uma aula de ciências na medida em que ambos se dão no mesmo campo de actividade humana.
O que fazer
Analisar os enunciados dos participantes do fórum de discussão em função de uma ferramenta para análise das interacções e a produção de significados em salas de aula de ciências proposta por Mortimer e Scott (2002) que é pautada em princípios das teorias de Vygotsky e de Bakhtin.
A estrutura analítica dessa ferramenta explora os seguintes aspectos: (i) intenções do professor;
(ii) conteúdo;
(iii) abordagem comunicativa;
(iv) padrões de interacção; e
(v) intervenções do professor.
As intenções do professor podem ser:
- Criar um problema (CP) – o professor engaja os estudantes, intelectualmente e emocionalmente, no desenvolvimento inicial do conteúdo.
- Explorar a visão dos estudantes (EV) - ele alicia as visões e entendimentos dos estudantes sobre ideias e fenómenos específicos
- Introduzir o conhecimento científico (ID) – o professor introduz e desenvolve o conteúdo.
- Guiar o trabalho dos estudantes (GE) - dá oportunidades aos estudantes de falar e pensar com as novas ideias científicas.
- Guiar a aplicação das ideias científicas (GA) - dar suporte para aplicar as ideias científicas ensinadas a uma variedade de contextos e transferir aos estudantes controle e responsabilidade pelo uso dessas ideias.
- Sustentar o desenvolvimento do conteúdo (SD) – o professor pretende prover comentários sobre o seu desenrolar, de modo a ajudar os estudantes a seguir o seu desenvolvimento e a entender as suas relações com o currículo de ciências como um todo
O conteúdo é classificado como:
* – Científico,
* procidemental,
* organizacional,
* de disciplina e
* manejo de classe
O conteúdo está dividido:
* Descrição - envolve enunciados que se referem a um sistema, objeto ou fenómeno, em termos de seus constituintes ou dos deslocamentos espaço temporais desses constituintes.
* Explicação - relaciona-se ao ato de importar algum modelo teórico ou mecanismo para se referir a um fenômeno ou sistema específico
* Generalização - consiste na elaboração de descrições ou explicações que são independentes de um contexto específico.
Abordagem comunicativa do professor: é o conceito usado para dar
Visibilidade à forma como o professor trabalha as intenções e o conteúdo por meio de diferentes padrões de interacção com os alunos. Esta é classificada como:
* Dialógica - o professor considera o que o estudante tem a dizer do ponto de vista do próprio estudante (mais uma voz)
* Autoridade - o professor considera o que o estudante tem a dizer apenas do ponto de vista do discurso científico escolar que está sendo construído (apenas uma voz)
* interactiva - é aquela na qual ocorre a participação de mais de uma pessoa
* não-interactiva – ocorre com a participação de uma única pessoa
Nota: Essas duas dimensões podem ser combinadas para gerar quatro classes de abordagem comunicativa.
Padrões de interacção no fórum
Estas emergem na medida em que professor e alunos alternam enunciados que têm a função de:
* Iniciação do professor (I)
* Resposta do aluno (R),
* Avaliação do professor (A),
* Feedback (F)
* Prosseguimento (P).
A diferença entre a Avaliação e o Feedback do professor: é que o Feedback tem como objectivo fazer com que o aluno elabore um pouco mais sua fala enquanto a Avaliação dá um maior fechamento à interacção.
Nas intervenções do professor estão subentendidas suas iniciações que geram as acções que exploram o significado das ideias dos estudantes. Neste sentido, as intervenções do professor podem dar forma aos:
* – Significados (DF),
* Seleccionar significados (SS),
* Marcar significados-chave (MS),
* Compartilhar significados (CS),
* Procurar o entendimento dos estudantes (CE) e
* Rever o progresso do conhecimento científico (RP).
Algumas considerações sobre o fórum de discussão e a utilização da ferramenta para análise das interacções discursivas on-line no contexto educacional.
- no fórum, as intenções são mais restritas na medida em que o moderador privilegia a actividade discursiva deixando de fora actividades comuns em uma aula presencial tais como o trabalho em pequenos grupos
- Em termos do conteúdo, o fórum de discussão explora mais o conhecimento científico do que os aspectos procedimentais, organizacionais, disciplinares e de manejo de classe, evidentes no presencial.
- Dimensão das interacções discursivas de autoridade e dialógica em sala de aula se aplica igualmente à abordagem comunicativa do discurso produzido no fórum de discussão,
- Os padrões de interacção no fórum podem ser os mesmos que ocorrem na sala de aula de ciências já que a alternância de turnos ocorre também no envio de mensagens escritas pelos participantes.
- As intervenções do professor em uma aula presencial se assemelham às acções do moderador no fórum
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Análise de Conteúdo – Matriz
Entrevistado: Maria Manuela Oliveira
Local da entrevista/meio de entrevista:MSN
Duração da entrevista: 45m
Link para a Análise de Conteúdo – link

Resultado da entrevista: link
Monica diz:
Esta entrevista será para partilhar com os meus colegas do mestrado em pedagogia do elearning
por isso
Monica diz:
a confidencialidade será entre eles
Manela diz:
Maria Manuela Oliveira
Monica diz:
idade
Manela diz:
38
Monica diz:
profissão
Manela diz:
professora
Monica diz:
de que disciplinas e de que ciclo
Manela diz:
do 3.º ciclo e secundário , disciplinas História, Cultura e Profissionalidade
Monica diz:
a quantos anos lecciona?
Manela diz:
12
Monica diz:
1. O que significa para si, o termo Ensino a Distância?
Manela diz:
É um tipo de ensino em que o aluno constrói a sua aprendizagem individualmente, utilizando como principail recursos para interagir com os docentes o computador
Monica diz:
E o termo “ensino/formação online”?
Manela diz:
Uma aprendizagem através da net
Monica diz:
E o termo “e-learning”?
Manela diz:
para mim, é tudo o mesmo. Mas, é uma forma de aprender.
Monica diz:
Que outras designações conhece quando falamos em Ensino a Distância?
Manela diz:
e-learning
não sei
Monica diz:
mas o e-learning é o mesmo que o Ensino à Distancia?
para si?
Manela diz:
não sei, não tenho conhecimentos suficientes para fazer essa distinção. Por isso, entendo que será mesam coisa.
Monica diz:
Quais as diferenças que encontra entre o Ensino a Distância e o Ensino Presencial?
Manela diz:
Muitas. No ensino presencial, temos a presença física de um docente em que os alunos interagem a vários níveis e diferentes formas. Neste tipo de ensino, estimula-se a muito a relação professor – aluno. No ensino à distância, há aprendizagem, mas é mais impessoal, pode-se falar com muitas pessoas ao mesmo tempo, mas não se fomenta a relação professor-aluno e aluno-aluno. Não se faz uma socializaçã
Monica diz:
# O Ensino a Distância é vantajoso em relação ao Ensino Presencial? Porquê/De que forma?
Manela diz:
A meu ver, não considero que o ensino há distância seja mais vantajoso, antes pelo contrário. Não significa que não seja impte em determinadas alturas, como por ex, qd temos alunos hospitalizados, mas nunca pode substituir o ensino presencial.
Monica diz:
Como é que acha que decorre a aprendizagem nos cursos de Ensino a Distância?
Manela diz:
Os alunos interagem com os docentes através do computador, e, depois, vão realizando as actividades. Pto, são os alunos que fazem a gestão dom tempo e das actividades
Monica diz:
De que forma no Ensino a Distância o aluno adquire os conteúdos leccionados?
Manela diz:
adquire através de várias formas: pesquisas na net, livros… e partilha de materiais e de comentários com os docentes
Monica diz:
como é feita essa partilha
Manela diz:
on line
Monica diz:
com os docentes
atraves de que ferramentas?
Manela diz:
Bem ferramentas várias
Monica diz:
# Que formas de comunicação existem no Ensino a Distância?
Manela diz:
bem, são perguntas bastante específicas, mas penso que temos comunicação visual, textual
Monica diz:
a visual são feitas como? com que ferramentas
Manela diz:
não sei
Monica diz:
estamos a usar uma ferramenta agora, consideras que era possivel usa-la para estabelecer que tipo de comunicação
?
Manela diz:
sim,
comunicação visual e textual
e tb pode ser auditiva
Monica diz:
Porque é que nunca frequentou um curso a distância?
Manela diz:
Ainda não me senti motivada para o fazer
Monica diz:
Considera que um curso a distância tem a mesma credibilidade de um curso presencial?
Manela diz:
Ainda não tenho uma opinião formada, visto ainda não ter frequentado um curso dessa natureza.Contudo, penso que a a credibilidade é a mesma, a socialização é diferdnte.
Monica diz:
boa
Considera que um curso a distância tem a mesma credibilidade de um curso presencial?
Considera a hipótese de frequentar um curso a distância no futuro? Porquê?
Manela diz:
Claro que sim.Primeiro porque tenho curiosidade em conhecer um pouco sobre esse tipo de aprendizagem. Depois, hoje em dia, como temos mtas coisas para fazer ao mesmo tempo, esses cursos permitem uma maior flexibilidade no tempo, dado que podemos trabalhar a qq hora e não há 1 imposição de horário
Monica diz:
Comparativamente com o Ensino Presencial, um aluno de um curso a distância tem de dedicar, mais ou menos tempo de estudo?
Manela diz:
Nesse aspecto penso que é exactamente igual.
Manela diz:
menina não podes dizer isso
Monica diz:
porque pensas isso
Manela diz:
o tempo de estudo é igual, tanto tem que se empenhar por ser presencial ou à distância
tás
Monica diz:
sim
Que tipo de competências é que um aluno online deve ter de forma a ser bem sucedido na sua aprendizagem?
Manela diz:
domínio do computador e do uso da internet
penso que é o principal
Monica diz:
só essas?
Manela diz:
bem, domínio da língua portuguesa, conhecimento da língua inglesa
Manela diz:
nao sei nunca fiz
Monica diz:
Caso se decidisse a frequentar um curso a distância, consideraria que possuía as competências necessárias para ser um aluno a distância?
Manela diz:
penso q sao iguais as outras
Monica diz:
A força de vontade é fundamental
acho que ainda mais neste que no presencial
Manela diz:
sim, é fundamental, pq se o aluno não tiver força de vontade pode dispersar-se e não fazer nada
sem dúvida, pq pode gerir o tempo, mas tb pode desmotivar
não podemos esquecer que este tipo de ensino exige maturidade e muito gosto por aquilo que estás a fazer, caso contrário, pode desistir facilmente
Monica diz:
Caso se decidisse a frequentar um curso a distância, consideraria que possuía as competências necessárias para ser um aluno a distância?
Manela diz:
as minimas
Monica diz:
porquê
?
Manela diz:
pq eu e o computador ainda não temos 1 relação muito íntima. Considero o computador uma ferramenta importante para o nosso quotidiano, mas ainga gosto muito de uma boa pesquisa nso livros, numa biblioteca
Monica diz:
De que forma o factor face-a-face no Ensino Presencial é importante para a aprendizagem?
Manela diz:
A meu ver isso é muito importante. Quando estamos naq sala de aula temos vários tipos de aprendizagem não só a nível dos conhecimentos científicos, mas também, uma aprendizagem social, cultural
Monica diz:
Na sua opinião, o Ensino a Distância tem formas de superar a distância física? Se sim, conhece algumas?
Manela diz:
Não posso responder, pois, ainda não realizei um curso dessa natureza.
não é isso q quero responder
Superar a distância física, graças a esse tipo de ensino podemos comunicar com outras pessoas que se encontram no estrangeiro, o que é benéfico. Pto, a distâncias encurtam-se, o que não +e possível através do ensino presencial
Monica diz:
Acha que o professor do Ensino Presencial tem as competências necessárias para se tornar um professor a distância?
Manela diz:
Penso que precisava de uma formação prévia
Monica diz:
# Que tipo de competências acha que um professor a distância deve ter?
Manela diz:
competência científica, pedagógica, pq penso que neste tipo de ensino tb é necessário pedagogia, e depois a nível técnico, como saber utilizar diferente ferramentas e recursos
Monica diz:
Qual a sua opinião acerca do facto de eu frequentar um mestrado a distância?
Manela diz:
Tenho uma opinião francamente positiva, pq é uma pessoa que eu considero que reúne as condições científicas e técnicas para fazer este tipo de formação.
Monica diz:
O que acha que me levou a optar por um curso a distância?
Manela diz:
Fundamentalmente o gosto e o conhecimento que tem dos computadores, pois, tem uma formação, a nível superior, depois, por uma questão de maior flexibilidade do tempo, pois, caso contrário, tornava-se mais difícil de fazer esta formação, uma vez que tem outros compromissos profissionais e pessoais
Monica diz:
Quais as vantagens de frequentar este tipo de curso?
Manela diz:
vantagens: não ter a obrigatoriedade de estar num determinado espaço e aquela hora, o que mtas vezes, impede de fazer formação, pq por vezes os horários da formação coincidem com outros compromissos.
Monica diz:
obrigada
pelo tempo dedicado
Guião de entrevista final
Preparação da entrevista
1. Definição do objectivo da investigação
O objectivo desta investigação consiste em compreender a percepção que os nossos amigos têm acerca do Ensino a Distância.
Para isso, foram elaboradas 3 perguntas de delimitação da investigação:
- O que pensam pessoas que nunca tiveram experiência de ensino a distância sobre esta modalidade de ensino?
- Como é que valorizam e/ou desvalorizam o ensino a distância?
- Como é que sentem o facto de ser amigo de um estudante de mestrado em Ensino a Distância?
2. Descrição e selecção da amostra (perfil do entrevistado, nível etário, nível de escolaridade)
3. Elaboração das questões da entrevista
4. Descrição do perfil do entrevistado
5. Estabelecimento do meio de comunicação
As entrevistas serão realizadas de acordo com a disponibilidade do entrevistado
6. Definição de categorias
7. Discriminação dos tópicos ou características para o guião:
- Estruturar um conjunto de perguntas tendo em conta o que foi definido anteriormente;
- Considerar as expectativas do entrevistador;
- Considerar as possíveis expectativas dos leitores/ouvintes;
- Criar perguntas abertas e fechadas;
- Tentar não influenciar as respostas;
- Estar preparado para oferecer alternativas em caso de o entrevistado fugir a uma questão;
- Definir o número de perguntas, ordenando as mesmas de acordo com as categorias de análise;
- O vocabulário a ser utilizado nas perguntas tem de ser claro, acessível e rigoroso – verificação e confirmação destas características;
8. Estruturação e apresentação do guião
- Cabeçalho tem de estar identificado;
- Definir de uma forma sucinta a apresentação e os objectivos da entrevista;
- Formatar as perguntas de forma simples e legível – de acordo com as normas.
9. Validação da entrevista pela análise e crítica de personalidades relevantes.
Planeamento da entrevista
(quem são os entrevistados, local da entrevista, tempo calculado de duração, questões éticas a ter em conta e outras de modo a que a entrevista possa ser bem sucedida e bem conduzida)
O entrevistado é amigo pessoal de cada um de nós, a escolha foi aleatória.
Data da Entrevista: 20 de Dezembro de 2009
Local da entrevista: Google Wave
Nome do entrevistado: Pedro Gomes (nome fictício)
Duração da entrevista: 30minutos
- Explicação dos objectivos de toda a entrevista
- Confirmar a confidencialidade de tudo o que o entrevistado vai dizer;
- Criação de um ambiente agradável para a realização da entrevista;
- Registar tudo o que é falado no decorrer da entrevista
- Gerir o tempo previsto para a entrevista
- Terminar a entrevista com o máximo de cordialidade
- Informar que todos os direitos, daqueles que participam nesta investigação, serão respeitados;
- Será dada a todos os participantes a oportunidade de permanecerem anónimos;
- Será mantido a confidencialidade e o anonimato dos entrevistados;
- Toda a informação será tratada com o máximo de confidencialidade;
- Será dada aos entrevistados a oportunidade de verificarem as afirmações logo que haja uma primeira versão do trabalho escrito;
Realização da entrevista
Identificação
-
- Sexo
- Idade
- Profissão
- Habilitações literárias
Percepções sobre o ensino a distância
- O que significa para si, o termo Ensino a Distância?
- E o termo “ensino/formação online”?
- E o termo “e-learning”?
- Que outras designações conhece quando falamos em Ensino a Distância?
- Quais as diferenças que encontra entre o Ensino a Distância e o Ensino Presencial?
- O Ensino a Distância é vantajoso em relação ao Ensino Presencial? Porquê/De que forma?
- Como é que acha que decorre a aprendizagem nos cursos de Ensino a Distância?
- De que forma no Ensino a Distância o aluno adquire os conteúdos leccionados?
- Que formas de comunicação existem no Ensino a Distância?
- Porque é que nunca frequentou um curso a distância?
- Considera que um curso a distância tem a mesma credibilidade de um curso presencial?
- Considera a hipótese de frequentar um curso a distância no futuro? Porquê?
- Comparativamente com o Ensino Presencial, um aluno de um curso a distância tem de dedicar, mais ou menos tempo de estudo?
- Que tipo de competências é que um aluno online deve ter de forma a ser bem sucedido na sua aprendizagem?
- Caso se decidisse a frequentar um curso a distância, consideraria que possuía as competências necessárias para ser um aluno a distância?
- De que forma o factor face-a-face no Ensino Presencial é importante para a aprendizagem?
- Na sua opinião, o Ensino a Distância tem formas de superar a distância física? Se sim, conhece algumas?
- Acha que o professor do Ensino Presencial tem as competências necessárias para se tornar um professor a distância?
- Que tipo de competências acha que um professor a distância deve ter?
- Qual a sua opinião acerca do facto de eu frequentar um mestrado a distância?
- O que acha que me levou a optar por um curso a distância?
| Categorias de análise |
Perguntas
|
Objectivos gerais
|
Objectivos específicos
|
|
Percepção sobre o EaD
|
- o que é para si o EaD?
- O que significa o termo “ensino/formação online”?
- O que significa o termo “e-Learning”?
- Que outras designações conhece para EaD?
- Existe alguma diferença entre EaD e e-Learning? |
- Compreender a percepção do entrevistado sobre o EaD
|
- Distinguir EaD e E-Learning
- Conhecer o significado de EaD |
|
EaD vs Ensino Tradicional
|
- Quais as diferenças que encontra entre o Ensino a Distância e o Ensino Presencial?
-O Ensino a Distância é vantajoso em relação ao Ensino Presencial? Porquê/De que forma?
- Considera que um curso a distância tem a mesma credibilidade que um curso presencial?
- Comparativamente com o Ensino Presencial, um aluno de um curso a distância tem de dedicar, mais ou menos tempo de estudo que no ensino tradicional?
- De que forma o factor face-a-face no Ensino Presencial é importante para a aprendizagem? |
- Compreender a percepção do entrevistado acerca do Ead e do ensino tradicional
|
- Comparar o EaD e o ensino tradicional
- Identificar vantagens/desvantagens do EaD |
|
Técnicas de ensino online
|
- De que forma no Ensino a Distância o aluno aprende as matérias leccionadas?
- Como é que acha que decorre a aprendizagem nos cursos de Ensino a Distância?
- Que formas de comunicação existem no Ensino a Distância?
- Na sua opinião, o Ensino a Distância tem formas de superar a distância física? Se sim, conhece algumas? |
- Conhecer a forma como o entrevistado entende a aquisição de conteúdos no EaD
|
- Identificar os factores de aprendizagem no EaD
- Identificar técnicas de ensino online |
|
Competências
|
- Acha que o professor do Ensino Presencial tem as competências necessárias para se tornar um professor a distância?
- Que tipo de competências acha que um professor a distância deve ter?
- Que tipo de competências é que um aluno online deve ter de forma a ser bem sucedido na sua aprendizagem?
- Caso se decidisse a frequentar um curso a distância consideraria que possuía as competências necessárias para ser um aluno a distância? |
- Compreender a percepção do entrevistado acerca das competências necessárias para ensinar/aprender em cursos EaD
|
- Identificar as competências do professor a distância
- Identificar as competências do aluno a distância |
|
Aspectos pessoais
|
- Porque é que nunca frequentou um curso a distância?
- Considera a hipótese de frequentar um curso a distância no futuro? Porquê?
- Qual a sua opinião acerca do facto de eu frequentar um mestrado a distância?
- O que acha que me levou a optar por um curso a distância?
|
- Compreender a razão pela qual o entrevistado nunca frequentou cursos online
|
- Identificar os factores de resistência do entrevistado ao EaD
- Conhecer a opinião do entrevistado relativamente à frequência de cursos EaD por parte do entrevistador |
A transcrição da entrevista
Caso a entrevista seja gravada, Cohen et al. em “Research Methods in Education” (2008) indicam que deve ser feita a transcrição literal do depoimento recolhido e também da comunicação verbal e não linguística.
Mas se a entrevista for realizada numa ferramenta web, com recurso à escrita, faz-se o copy/paste.
Análise da entrevista
De acordo com Bardin, há duas perspectivas que se completam na análise da entrevista:
- fazer uma análise global e homogénea;
- analisar aspecto específicos.
Cohen et al., em “Research Methods in Education”, (2008), apontam diversas fases na análise da entrevista:
- elaborar unidades de sentido globais;
- classificar, categorizar e ordenar essas unidades de sentido;
- estruturar textos que descrevam o conteúdo da entrevista;
- interpretar os dados da entrevista.
Construída a grelha com as categorias de análise, é possível construir uma grelha onde se inscrevem as categorias, os indivíduos, a presença ou ausência de ocorrências e ainda o número dessas mesmas ocorrências por indivíduo.
Podem ser apontados aspectos particulares:
- analisar e comparar todas as primeiras frases que revelam a atitude base do entrevistado;
- resumir o discurso produzido por cada entrevistado, atribuindo um título a cada um;
- fazer um levantamento de diferentes designações utilizadas por cada entrevistado em relação a determinado conceito ou a ausência de referência – por exemplo, EaD, E-learning ou Ensino Tradicional.
Passos subsequentes à realização da entrevista
A transcrição fiel das entrevistas e seguidamente realização da análise de conteúdos (tal como Bardin sugere), para a realização desta análise foram criadas categorias e subcategorias.
- Verificação da validade dos dados fornecidos pelo entrevistado; relevância; especificidade e clareza; profundidade; extensão (Marconi & Lakatos, 2002: 97);
- Análise das respostas às questões fechadas através de medidas estatísticas;
- Determinação das percentagens das opções de resposta em cada item;
- Cálculo da moda das variáveis qualitativas;
- Cálculo das medidas estatísticas (média, mediana, desvio padrão, desvios, …) das variáveis quantitativas;
- Determinação de um conjunto de categorias (temas, tópicos, …) das respostas às questões abertas
- Elaboração uma grelha de registo das categorias apontadas em cada entrevistado;
- Descoberta de padrões pela leitura dos dados da entrevista.
- Elaboração do relatório – explicando a metodologia do inquérito, incluindo a selecção da amostragem, justificação, elaboração e validação do instrumento da recolha de dados;
- Descrição sobre a recolha e o tratamento dos dados;
- Apresentação da análise dos dados (tabelas, gráficos, resultados estatísticos, semelhanças e diferenças nas respostas dos entrevistados, padrões de declarações e correspondência com características individuais), acrescentando (porque acontece, quando acontece, quando não acontece, …);
- Explicitação das conclusões da entrevista (síntese, resultados, reflexões, implicações, sugestões, …);
- Disponibilização dos materiais utilizados (anexos, bibliografia, dados(?), …).

Olá colegas,
Primeira questão: Estou completamente de acordo com os colegas que dizem que deve ser realizada online. Acho que será uma forma de termos contacto com uma das muitas ferramentas que aqui foram referidas pelos colegas. E acho que a Sandra tem razão devemos definir bem os objectivos para que a amostra seja uniforme.
Segunda questão: Concordo com o Zé Carlos e com a Sandra quando dizem que “podemos fazer questões de sim ou não de forma a direccionar a nossa entrevista e saber que tipo de pergunta faremos a seguir. Se perguntarmos “Já ouviu falar de EaD?” e a resposta for “Sim”, a seguir podemos perguntar, por exemplo, “Como soube da existência do EaD?”, o que não fará muito sentido perguntar, no caso da resposta à primeira questão ser “Não”. ”
Mónica Velosa
Nesta actividade o guião que foi colocado inicialmente na plataforma/Wiki foi a do meu grupo. As ideias dadas aqui pelos colegas de forma a formar um guião final foram muito positivas e melhoraram o guião que foi inicialmente apresentado pelo meu grupo. Gostei muito do resultado final obtido por toda a turma. O diálogo para esta actividade foi também desenvolvida no chat do Gmail pela turma.
Gostava de deixar aqui o link para as minhas pesquisas sobre utilização de entrevistas na investigação:
Entrevistas a stakeholders
Guião de entrevista
Preparação da entrevista
1. Definição do objectivo da investigação
O objectivo desta investigação consiste em compreender a percepção que os nossos amigos têm acerca do Ensino a Distância.
Para isso, foram elaboradas 3 perguntas de delimitação da investigação:
- O que pensam pessoas que nunca tiveram experiência de ensino a distância sobre esta modalidade de ensino?
- Como é que valorizam e/ou desvalorizam o ensino a distância?
- Como é que sentem o facto de ser amigo de um estudante de mestrado em Ensino a Distância?
2. Descrição e selecção da amostra (perfil do entrevistado, nível etário, nível de escolaridade)
3. Elaboração das questões da entrevista
4. Descrição do perfil do entrevistado
5. Estabelecimento do meio de comunicação
As entrevistas serão realizadas de acordo com a disponibilidade do entrevistado
6. Definição de categorias
7. Discriminação dos tópicos ou características para o guião:
- Estruturar um conjunto de perguntas tendo em conta o que foi definido anteriormente;
- Considerar as expectativas do entrevistador;
- Considerar as possíveis expectativas dos leitores/ouvintes;
- Criar perguntas abertas e fechadas;
- Tentar não influenciar as respostas;
- Estar preparado para oferecer alternativas em caso de o entrevistado fugir a uma questão;
- Definir o número de perguntas, ordenando as mesmas de acordo com as categorias de análise;
- O vocabulário a ser utilizado nas perguntas tem de ser claro, acessível e rigoroso – verificação e confirmação destas características;
8. Estruturação e apresentação do guião
- Cabeçalho tem de estar identificado;
- Definir de uma forma sucinta a apresentação e os objectivos da entrevista;
- Formatar as perguntas de forma simples e legível – de acordo com as normas.
9. Validação da entrevista pela análise e crítica de personalidades relevantes.
Planeamento da entrevista
(quem são os entrevistados, local da entrevista, tempo calculado de duração, questões éticas a ter em conta e outras de modo a que a entrevista possa ser bem sucedida e bem conduzida)
O entrevistado é amigo pessoal de cada um de nós, a escolha foi aleatória.
Data da Entrevista: 20 de Dezembro de 2009
Local da entrevista: Google Wave
Nome do entrevistado: Pedro Gomes (nome fictício)
Duração da entrevista: 30minutos
- Explicação dos objectivos de toda a entrevista
- Confirmar a confidencialidade de tudo o que o entrevistado vai dizer;
- Criação de um ambiente agradavel para a realização da entrevista;
- Registar tudo o que é falado no decorrer da entrevista
- Gerir o tempo previsto para a entrevista
- Terminar a entrevista com o máximo de cordialidade
- Informar que todos os direitos, daqueles que participam nesta investigação, serão respeitados;
- Será dada a todos os participantes a oportunidade de permanecerem anónimos;
- Será mantido a confidencialidade e o anonimato dos entrevistados;
- Toda a informação será tratada com o máximo de confidencialidade;
- Será dada aos entrevistados a oportunidade de verificarem as afirmações logo que haja uma primeira versão do trabalho escrito;
Realização da entrevista
Identificação
-
- Sexo
- Idade
- Profissão
- Habilitações literárias
Percepções sobre o ensino a distância
- O que significa para si, o termo Ensino a Distância?
- E o termo “ensino/formação online”?
- E o termo “e-learning”?
- Que outras designações conhece quando falamos em Ensino a Distância?
- Quais as diferenças que encontra entre o Ensino a Distância e o Ensino Presencial?
- O Ensino a Distância é vantajoso em relação ao Ensino Presencial? Porquê/De que forma?
- Como é que acha que decorre a aprendizagem nos cursos de Ensino a Distância?
- De que forma no Ensino a Distância o aluno adquire os conteúdos leccionados?
- Que formas de comunicação existem no Ensino a Distância?
- Porque é que nunca frequentou um curso a distância?
- Considera que um curso a distância tem a mesma credibilidade de um curso presencial?
- Considera a hipótese de frequentar um curso a distância no futuro? Porquê?
- Comparativamente com o Ensino Presencial, um aluno de um curso a distância tem de dedicar, mais ou menos tempo de estudo?
- Que tipo de competências é que um aluno online deve ter de forma a ser bem sucedido na sua aprendizagem?
- Caso se decidisse a frequentar um curso a distância, consideraria que possuía as competências necessárias para ser um aluno a distância?
- De que forma o factor face-a-face no Ensino Presencial é importante para a aprendizagem?
- Na sua opinião, o Ensino a Distância tem formas de superar a distância física? Se sim, conhece algumas?
- Acha que o professor do Ensino Presencial tem as competências necessárias para se tornar um professor a distância?
- Que tipo de competências acha que um professor a distância deve ter?
- Qual a sua opinião acerca do facto de eu frequentar um mestrado a distância?
- O que acha que me levou a optar por um curso a distância?
| Categorias de análise |
Perguntas |
Objectivos gerais |
Objectivos específicos |
| Percepção sobre o EaD |
- o que é para si o EaD?
- O que significa o termo “ensino/formação online”?
- O que significa o termo “e-Learning”?
- Que outras designações conhece para EaD?
- Existe alguma diferença entre EaD e e-Learning? |
- Compreender a percepção do entrevistado sobre o EaD |
- Distinguir EaD e E-Learning
- Conhecer o significado de EaD |
| EaD vs Ensino Tradicional |
- Quais as diferenças que encontra entre o Ensino a Distância e o Ensino Presencial?
-O Ensino a Distância é vantajoso em relação ao Ensino Presencial? Porquê/De que forma?
- Considera que um curso a distância tem a mesma credibilidade que um curso presencial?
- Comparativamente com o Ensino Presencial, um aluno de um curso a distância tem de dedicar, mais ou menos tempo de estudo que no ensino tradicional?
- De que forma o factor face-a-face no Ensino Presencial é importante para a aprendizagem? |
- Compreender a percepção do entrevistado acerca do Ead e do ensino tradicional |
- Comparar o EaD e o ensino tradicional
- Identificar vantagens/desvantagens do EaD |
| Técnicas de ensino online |
- De que forma no Ensino a Distância o aluno aprende as matérias leccionadas?
- Como é que acha que decorre a aprendizagem nos cursos de Ensino a Distância?
- Que formas de comunicação existem no Ensino a Distância?
- Na sua opinião, o Ensino a Distância tem formas de superar a distância física? Se sim, conhece algumas? |
- Conhecer a forma como o entrevistado entende a aquisição de conteúdos no EaD |
- Identificar os factores de aprendizagem no EaD
- Identificar técnicas de ensino online |
| Competências |
- Acha que o professor do Ensino Presencial tem as competências necessárias para se tornar um professor a distância?
- Que tipo de competências acha que um professor a distância deve ter?
- Que tipo de competências é que um aluno online deve ter de forma a ser bem sucedido na sua aprendizagem?
- Caso se decidisse a frequentar um curso a distância consideraria que possuía as competências necessárias para ser um aluno a distância? |
- Compreender a percepção do entrevistado acerca das competências necessárias para ensinar/aprender em cursos EaD |
- Identificar as competências do professor a distância
- Identificar as competências do aluno a distância |
| Aspectos pessoais |
- Porque é que nunca frequentou um curso a distância?
- Considera a hipótese de frequentar um curso a distância no futuro? Porquê?
- Qual a sua opinião acerca do facto de eu frequentar um mestrado a distância?
- O que acha que me levou a optar por um curso a distância? |
- Compreender a razão pela qual o entrevistado nunca frequentou cursos online |
- Identificar os factores de resistência do entrevistado ao EaD
- Conhecer a opinião do entrevistado relativamente à frequência de cursos EaD por parte do entrevistador |
Passos subsequentes à realização da entrevista
A transcrição fiel das entrevistas e seguidamente realização da análise de conteúdos (tal como Bardin sugere), para a realização desta análise foram criadas categorias e subcategorias.
- Verificação da validade dos dados fornecidos pelo entrevistado; relevância; especificidade e clareza; profundidade; extensão (Marconi & Lakatos, 2002: 97);
- Análise das respostas às questões fechadas através de medidas estatísticas;
- Determinação das percentagens das opções de resposta em cada item;
- Calculo da moda das variáveis qualitativas;
- Calculo das medidas estatísticas (média, mediana, desvio padrão, desvios, …) das variáveis quantitativas;
- Determinação de um conjunto de categorias (temas, tópicos, …) das respostas às questões abertas
- Elaboração uma grelha de registo das categorias apontadas em cada entrevistado;
- Descoberta de padrões pela leitura dos dados da entrevista.
- Elaboração do relatório – explicando a metodologia do inquérito, incluindo a selecção da amostragem, justificação, elaboração e validação do instrumento da recolha de dados;
- Descrição sobre a recolha e o tratamento dos dados;
- Apresentação da análise dos dados (tabelas, gráficos, resultados estatísticos, semelhanças e diferenças nas respostas dos entrevistados, padrões de declarações e correspondência com características individuais), acrescentando (porque acontece, quando acontece, quando não acontece, …);
- Explicitação das conclusões da entrevista (síntese, resultados, reflexões, implicações, sugestões, …);
- Disponibilização dos materiais utilizados (anexos, bibliografia, dados(?), …).
Este guião foi realizado pelo grupo Suspeitos.
José Carlos Figueiredo
Mónica Velosa
Paulo Simões
Sandra Brás

Olá colegas,
Estava a navegar pela Internet com o objectivo de encontrar alguma informação sobre as vantagens e as desvantagens da utilização do questionário online e acabei por encontrar este artigo – Link.
Não é um artigo novo (2005), mas achei interessante o estudo que aqui é apresentado e as suas conclusões. Neste artigo é feita a analise dos erros cometidos pelos respondentes da versão impressa e, em seguida, são analisadas as dificuldades que os respondentes da versão electrónica relataram e as vantagens e desvantagens que eles viram na informação de um questionário.
A importância deste tipo de estudo, é que vem mostrar quais as falhas/erros na realização deste tipo de questionários. Todos têm as suas desvantagens e é importante conhecer quais são, só assim estes métodos podem ser melhorados.
Neste artigo a tabela 1 mostra os erros cometidos, por quem responde ao questionário, na versão impressa do questionário que são: resultado de erros de coerência (responder sem ter assinalado a alternativa, assinalar a alternativa e não responder), erros de ordenação (ordenar sem assinalar a alternativa, etc), respostas incorrectas, uso incorrecto dos espaços e Não especificação da resposta outros. Por exemplo os erros de coerência leva a que o investigador tenha de excluir “respondentes”, isto por sua vez vai diminuir o tamanho da amostra.
No e-questionário, as vantagens são:
- para o “respondente” é a rapidez e facilidade de resposta, facilidade de leitura e preenchimento, atractividade, a existência de um mecanismo de controlo de respostas: por exemplo – o “respondente” não pode passar para a questão seguinte sem responder à anterior.
- Para o pesquisador as vantagens são a veracidade dos dados recolhidos, a maior organização e agilidade na apuração dos dados recolhidos…
Este estudo vem mostrar que o questionário vem anular a possibilidade de ocorrência de erros de resposta e facilitar a análise de um conjunto de dados.
Mónica Velosa

Olá Mónica
Achei muito interessante artigo e achei muito pertinente o facto de o programa ter sido elaborado de modo que o respondente ao voltar atrás numa questão, a resposta dada anteriormente ser apagada e desta forma ”reduzir a possibilidade da resposta a uma questão ser orientada pelo conteúdo das anotações feitas nos itens anteriores.”
Que será (a meu ver) uma vantagem relativamente ao questionário impresso.
Teresa F

Eu instalei o LimeSurvey no meu servidor caseiro e hoje dediquei algum tempo a adaptar um inquérito que temos na escola e achei a ferramenta bastante fácil com características muito interessantes (e percebi por que razão o Cohen diz que quando fazemos um inquérito devemos fazer um fluxograma
).

Olá Joaquim,
Fiz o mesmo que tu, instalei no meu servidor o LimeSurvey. É sem qualquer dúvida uma boa ferramenta para a criação de e-questionários. Ela permite um grande variedade de opções, por exemplo:um número ilimitado de questionários, de participantes, a realização de uma variedade de questões (diferentes tipos de questões), suporte para imagens e filmes, questionários abertos e fechados, envio de convites, uma apresentação dos resultados em gráficos e tabelas, a exportação dos dados para programas de análise e estatística….é sem dúvida uma boa ferramenta.
Mónica Velosa

Olá Mónica,
ainda não experimentei as outras ferramentas que apresentei (nalguns casos registei-me e dei uma vista de olhos pela interface e pela ajuda) mas estou realmente a gostar do LimeSurvey e espero este fim-de-semana conseguir sentar-me e, seguindo o que Cohen diz, fazer uma adaptação do inquérito que temos na escola e no qual colaborei (e concebi a aplicação para o tratamento dos dados) mas que agora acho estar “pouco científico”
(enfim, vamos aprendendo – é para isso que estamos aqui
).

Olá professora e colegas,
Após alguma leitura considerei a seguinte informação relevante:
Métodos quantitativos
A utilização de métodos quantitativos está essencialmente ligada à investigação experimental ou quasi-experimental o que pressupõe a observação de fenómenos, a formulação de hipóteses explicativas desses mesmos fenómenos, o controlo de variáveis, a selecção aleatória dos sujeitos de investigação (amostragem), a verificação ou rejeição das hipóteses mediante uma escolha rigorosa de dados, posteriormente sujeitos a uma análise estatística. O objectivo é a generalização dos resultados a uma determinada população em estudo a partir da amostra, o estabelecimento de relações causa-efeito e a previsão de fenómenos.
Inicialmente o investigador deve elaborar um plano de investigação, onde estão explícitos os objectivos (encontrar relações entre as variáveis, fazer descrições recorrendo ao tratamento estatístico de dados recolhidos, testar teorias) e os procedimentos de investigação. A elaboração do plano deverá ser precedida de uma revisão da literatura pertinente, a qual é essencial não só para a definição dos reais objectivos do trabalho, como para formulação de hipóteses e para a definição das variáveis.
Numa investigação quantitativa os seus principais objectivos são encontrar relações entre variáveis, fazer descrições recorrendo ao tratamento estatístico de dados recolhidos, testar teorias.
Neste método, quer se trate de uma investigação experimental ou da caracterização estatísticas de uma determinada população, é sempre feita a selecção de uma amostra que deverá ser representativa da população em estudo, para que os resultados possam ser generalizados a essa mesma população, o que implica a selecção aleatória dos sujeitos de investigação.
Qualquer método tem as suas limitações, e o método quantitativo também apresenta um conjunto de limitações. Estas limitações estão ligadas à própria natureza dos fenómenos estudados: subjectividade por parte do investigador; a perda do controlo das várias variáveis (por serem muitas), estímulo que dá origem a diferentes respostas de acordo com os sujeitos; medição que é indirecta na maior parte dos casos; complexidade dos seres humanos; etc.
Inquérito
No dicionário o significado da palavra inquérito é: um conjunto de actos e diligências destinados a apurar alguma coisa, aparecendo como seus sinónimos inquirição, interrogatório, sindicância; e registando como exemplo de situações possíveis, associadas à sua realização o inquérito administrativo, o jurídico, o politico e o cientifico. É um processo em que se tenta descobrir alguma coisa de forma sistemática.
A metodologia de inquérito consiste em formular uma serie de perguntas directamente aos sujeitos, utilizando como instrumentos entrevistas, questionários ou testes. Neste caso temos como método de investigação os inquéritos e os instrumentos a utilizar serão os questionários, entrevistas e testes. Esta metodologia é utilizada fundamentalmente quando a investigação procura estudar opiniões, atitudes e pensamentos de uma dada população e expressar-se geralmente em percentagens.
Segundo Honivelle existem três requisitos fundamentais na realização de inquéritos:
1. O propósito do inquérito (Definição do objectivo; identificação dos tópicos subsidiários que será necessário conhecer para se ao objectivo central; identificação dos itens de cada tópico, envolvendo a sua formulação especifica);
2. a população (a população a quem se dirige o inquérito determina as decisões que o investigador deverá tomar acerca da amostra e dos recursos);
3. os recursos disponíveis (a planificação dos recursos disponíveis respeita a previsões a efectuar quanto aos recursos financeiros, humanos e de tempo).
Questionário
Um questionário é um instrumento de investigação que visa recolher informações baseando-se, geralmente, na inquisição de um grupo representativo da população em estudo. Para tal, coloca-se uma série de questões que abrangem um tema de interesse para os investigadores, não havendo interacção directa entre estes e os inquiridos.
Existem três tipos de questionários os abertos (permite uma maior liberdade a quem está a responder, permite assim uma maior profundidade na resposta dada – pode desta forma tornar mais difícil o resumo das respostas), os fechados (permite a obtenção de respostas que possibilitam a comparação com outros instrumentos de recolha de dados – torna o seu tratamento mais fácil) e mistos (tem perguntas fechadas e abertas). A escolha do tipo de questionário vai depender do tipo de investigação e também do tipo de informação que o investigador pretende obter.
Existe um conjunto de cuidados de devemos ter na construção de um inquérito por questionário:
Quanto a perguntas – Não ambíguas, evitar indicações gratuitas, abrangerem todos os pontos a questionar, compreensíveis para os respondentes, etc
Quanto à apresentação do questionário – Apresentação do investigador, apresentação do tema, instruções precisas quanto ao seu preenchimento, disposição gráfica, nº de folhas, etc.
Mónica Velosa
O GoogleDocs (formulários) é uma ferramenta poderosa na criação de questionários online. Permite ao investigador criar máscaras de introdução de dados de forma simples e intuitiva, permite a consulta rápida dos dados visto que passam directamente para uma folha de cálculo e possibilita ainda uma análise profunda dado que os dados podem ser rapidamente canalizados para um programa tipo excel ou para um programa como o SPSS.
Por outro lado o LimeSurvey é uma aplicação livre (gratuita para fins não-comerciais), poderosa para desenvolver questionários, pesquisas ou testes online.
Em concorrência directa com o GoogleDocs encontramos outras ferramentas da web 2.0 que possibilitam a construção e distribuição de questionários on-line, como por exemplo o Quiz School, o Survs ou o Surveymonkey.
Para além das vantagens e problemáticas já mencionadas na resposta à questão anterior, a importância de um questionário online passa pela facilidade com que se interroga um elevado número de pessoas, num espaço de tempo relativamente curto. Não importa a localização geográfica, o questionário online vem eliminar esta barreira ou pelo menos tornar mais económica a aplicação deste método, de recolha de dados, numa investigação.
A aplicação de um questionário possibilita uma maior sistematização dos resultados fornecidos, permite uma maior facilidade de análise (esquecemos o papel e loucura que é contar respostas) bem como reduz o tempo que é necessário despender para recolher e analisar os dados. Com aplicação de um questionário online os resultados surgem, muitas vezes em gráficos, sem ser necessário o investigador dispender tempo com a sua recolha e contagem. Os custos necessários na aplicação deste método online, conseguem ser menores que na sua aplicação presencial (em papel). Os resultados são obtidos em tempo real. O investigador ganha assim tempo e dinheiro.
Aqui está uma forma fácil e rápida de perguntar e obter respostas.
Mas será que só existem vantagens? Segundo Paula Flores, investigadora no campo das TIC na Educação, que está a preparar um tese de douturamento e que apresentou recentemente no Challenges Braga 2009 uma comunicação subordinada ao tema “A Tecnologia ao Serviço da Educação: Práticas com TIC no 1º Ciclo do Ensino Básico” colocou-nos ontem, via chat, a par de algumas das suas preocupações nesta matéria. A propósito do trabalho que está a desenvolver entregou em várias escolas por si identificadas, 1300 inquéritos a professores. Quando questionada porque não tinha optado pelo online afirmou que “em Maio, momento em que os professores estavam muito ocupados com as tarefas de fim de ano,o inquérito não iria resultar se fosse online. Quem é que iria ocupar o seu tempo a responder a um inquerito com uma dimensão tão grande? Poucos, a não ser que uma entidade os obrigasse.
No papel é mais fácil para eles e mais complicado para mim. Os entrevistados podem levar o papel e a qualquer momento responder. A escolha entre papel ou online depende do contexto. Se o professor estiver envolvido num contexto o online pode ser óptimo porque facilita toda a gente, mas noutro contexto não resulta.
Eu que sou entusiasta de tecnologias já respondi a vários inquéritos e também já cheguei a meio e desisti de alguns. Um inquérito online não pode ser extenso porque cansa, contudo é excelente em muitos casos, nomeadamente porque possibilita que os dados sejam facilmente tratados.”
A utilização de um questionário como instrumento de investigação, tem como objectivo recolher informações baseando-se, muitas vezes, na inquisição de um grupo representativo da população em estudo. O questionário vai permitir que um investigador consiga obter informação sobre uma determinada problemática.
Com o desenvolvimento de poderosas ferramentas de questionários online, a realização de questionários em papel deixou de ser a única forma de realizar um questionário. Existem dúvidas relativamente a qual destes métodos será o melhor a aplicar numa investigação, mas a verdade é que cada um deles tem as suas vantagens e suas desvantagens. Se por um lado os questionários em papel, têm custos elevados e leva a que o investigador perca tempo na organização de toda a informação, por outro lado o questionário onlinel não permite a realização de questionários muito extensos (poucos são aqueles que são capazes de passar muito tempo em frente a um PC para realização de um questionário).
Também o trabalho de enviar de volta um questionário online é menor do que enviar um questionário por correio convencional.
No que respeita ao questionário online, coloca-se ainda a questão do acesso às tecnologias. Existem ainda muitas pessoas sem acesso à Internet. Apenas 25% da população mundial tem a possibilidade de se conectar. se se quiser fazer um chegar um questionário ao maior númerod e pessoas possível, sem se ter a certeza de que as pessoas que se pretende estudar podem aceder regularmente à Internet, o processo de investigação pode ser bastante tumultuoso e o investigador não terá possibilidade de recolher os dados necessários, que lhes dêm resultados significativos da sua população-alvo. deste modo, de forma a escolher a melhor forma de recolher dados através de um questionário, é fundamental ter em consideração a problemática a estudar e as características do público-alvo.
Deste modo, o e-invesigador pode escolher o método de recolha de dados que considera mais eficaz na obtenção de respostas. Mas partindo do principio que um e-investigador lida com populações letradas a nível digital, a utilização de um questionário online não constituirá um problema.
Nesta raiz vamos procurar discutir entre todos a análise efectuada sobre a dissertação sugerida.
Recordo as questões orientadoras da análise:
- A autora apresenta claramente os objectivos de investigação que presidiram à elaboração do questionário?
- Na dissertação apresentada há indicação dos passos que estiveram subjacentes à construção do questionário?
- A amostra é claramente identificada?
- É indicado o método usado na definição da amostra?
- O questionário usado foi objecto de validação prévia?
- Na explicitação da metodologia usada há indicações sobre o modo de tratamento dos dados obtidos com a aplicação do questionário?
[ ] Alda Pereira
Boa noite professora e colegas,
Métodos de recolha de dados
A- Sobre os questionários.
(1)Análise da dissertação relativamente ao uso de questionários como técnica de recolha de dados:
A autora apresenta claramente os objectivos de investigação que presidiram à elaboração do questionário?
Face ao exposto, nortearam a elaboração deste estudo os seguintes objectivos gerais:
Verificar as condições de acesso à Internet (professores e alunos).
Caracterizar a relação de professores e alunos com a Internet, numa perspectiva comparativa.
Analisar as representações dos dois grupos, no que respeita à Internet e ao seu papel na sociedade, em geral, e na educação formal, em particular.
Averiguar a forma como os alunos realizam uma pesquisa na Internet.
Na dissertação apresentada há indicação dos passos que estiveram subjacentes à construção do questionário?
A aferição dos conhecimentos foi conseguida através da elaboração de um questionário diferente para cada aluno,95 de acordo com as informações que constavam nos trabalhos por eles apresentado. Cada questionário era constituído por cinco perguntas de escolha múltipla e um espaço onde os alunos deveriam registar duas obras escritas pelo autor estudado. É de salientar que durante todo o processo os alunos não tiveram conhecimento da posterior realização desta avaliação.
A amostra é claramente identificada?
A área de aplicação do questionário foram escolas da DREN, do distrito do Porto e Bragança, para permitir uma comparação dos resultados entre o litoral e o interior, que pela situação geográfica desfavorável e diferentes estilos de vida poderiam apresentar resultados diferentes. O critério de selecção das escolas foi a existência de professores aí colocados que mostraram interesse em colaborar na aplicação dos inquéritos junto dos alunos e colegas, bem como a presença de computadores ligados à Internet para uso dos alunos. Desta forma, as escolas seleccionadas foram as que se segue:
Distrito do Porto – Escola Secundária de Lousada; Escola Básica 2,3 da Agrela; Escola Secundária de Felgueiras.
Distrito de Bragança – Escola Secundária de Carrazeda de Ansiães; Escola Básica 2,3 de Vila Flor.
O total de inquéritos realizados aos alunos foi de 350. No grupo dos professores foram realizados 110, sem que se tivesse estabelecido qualquer distinção entre zonas geográficas, visto que a vida profissional de grande parte dos docentes se caracteriza pela mobilidade constante. A faixa etária dos alunos inquiridos situa-se entre os 13 e os 15 anos, frequentando todos o oitavo e o nono anos de escolaridade. A escolha destes anos lectivos justifica-se pelo facto de o 8º ano significar a entrada no período da adolescência e possuir características muito próprias relativamente ao sétimo.
É indicado o método usado na definição da amostra?
Sim. A população foram os alunos e professores do distrito do porto e do distrito de Bragança, esses alunos eram das escolas: DP -Escola Secundária de Lousada; Escola Básica 2,3 da Agrela; Escola Secundária de Felgueiras DB – Escola Secundária de Carrazeda de Ansiães; Escola Básica 2,3 de Vila Flor. A faixa etária dos alunos inquiridos situa-se entre os 13 e os 15 anos, frequentando todos o oitavo e o nono anos de escolaridade.
O questionário usado foi objecto de validação prévia?
A fim de validar o questionário, foi elaborada uma primeira versão e submetida à apreciação de 20 alunos e 10 professores. As dificuldades, dúvidas e sugestões dos intervenientes permitiram corrigir aspectos de forma e conteúdo. Assim, foi reformulada a redacção das questões 11 e 12 e acrescentados tópicos às opções da pergunta 12.
Na explicitação da metodologia usada há indicações sobre o modo de tratamento dos dados obtidos com a aplicação do questionário?
Os dados foram tratados e analisados tendo em vista os objectivos de investigação previamente definidos. Para análise estatística recorreu-se ao programa de computador Excel, sendo os resultados apresentados, sempre que útil, na sua perspectiva percentual.
Os suspeitos do costume
Análise da dissertação Neto, C. (2006). O papel da internet no processo de construção do conhecimento.
Questões específicas para análise:
A- Sobre os questionários.
(1)Análise da dissertação relativamente ao uso de questionários como técnica de recolha de dados:
A autora apresenta claramente os objectivos de investigação que presidiram à elaboração do questionário?
Na minha opinião a resposta a esta questão é sim. A autora descreve os objectivos gerais no inicio da tese e de acordo com esses objectivos descreve objectivos mais específicos no capitulo 2 e 3.
CAPÍTULO I – Enquadramento do estudo
gerais:
• Verificar as condições de acesso à Internet (professores e alunos).
• Caracterizar a relação de professores e alunos com a Internet, numa
perspectiva comparativa.
• Analisar as representações dos dois grupos, no que respeita à Internet e ao
seu papel na sociedade, em geral, e na educação formal, em particular.
• Averiguar a forma como os alunos realizam uma pesquisa na Internet.
No que concerne ao primeiro objectivo, interessou-nos sobretudo averiguar o
número de sujeitos que possuem um computador com ligação à Internet, bem como a
facilidade (ou não) com que acedem à Rede e as razões de uma possível fraca
navegação. Avaliamos também a periodicidade do acesso a este meio de comunicação e
informação.
No que diz respeito à relação com a Internet, pretendemos verificar, dos serviços
oferecidos pela Rede, quais os mais usados por ambos os grupos, bem como a destreza
no acesso à informação, numa perspectiva comparativa.
A análise das representações em relação à Internet destina-se a aquilatar o grau
de importância que os dois grupos lhe atribuem, bem como as suas concepções acerca
dos conteúdos que circulam na Rede, sua pertinência, fiabilidade e organização.
Por último, o quarto objectivo, que implicou a observação de um grupo de
alunos em interacção com a Internet, permitiu caracterizar a natureza dessa interacção
com a informação acedida, numa perspectiva não só técnica, mas também cognitiva.
“…Face ao exposto, nortearam a elaboração deste estudo os seguintes objectivos gerais:
• Verificar as condições de acesso à Internet (professores e alunos).
• Caracterizar a relação de professores e alunos com a Internet, numa perspectiva comparativa.
• Analisar as representações dos dois grupos, no que respeita à Internet e ao seu papel na sociedade, em geral, e na educação formal, em particular.
• Averiguar a forma como os alunos realizam uma pesquisa na Internet.
No que concerne ao primeiro objectivo, interessou-nos sobretudo averiguar o número de sujeitos que possuem um computador com ligação à Internet, bem como a facilidade (ou não) com que acedem à Rede e as razões de uma possível fraca navegação. Avaliamos também a periodicidade do acesso a este meio de comunicação e informação. No que diz respeito à relação com a Internet, pretendemos verificar, dos serviços oferecidos pela Rede, quais os mais usados por ambos os grupos, bem como a destreza no acesso à informação, numa perspectiva comparativa. A análise das representações em relação à Internet destina-se a aquilatar o grau de importância que os dois grupos lhe atribuem, bem como as suas concepções acerca dos conteúdos que circulam na Rede, sua pertinência, fiabilidade e organização. Por último, o quarto objectivo, que implicou a observação de um grupo de alunos em interacção com a Internet, permitiu caracterizar a natureza dessa interacção com a informação acedida, numa perspectiva não só técnica, mas também cognitiva.”
CAPÍTULO III – Internet: representações, usos e expectativas Antes do questionário
“…Tendo em conta estas considerações e os objectivos gerais que presidiram à realização deste trabalho (ver Capítulo 1), este estudo visou dois grupos de sujeitos, professores e alunos do 3º Ciclo do Ensino Básico, e na sua génese estiveram os seguintes objectivos:
• Verificar a facilidade de acesso (ou não) à Internet.
• Verificar a frequência de acesso à rede.
• Apurar as razões de uma fraca navegação na Internet (se for o caso).
• Identificar os interesses que motivam o acesso à rede.
• Caracterizar a relação dos dois grupos com a Internet, em termos técnicos.
• Identificar as representações que os actores educativos têm acerca dos
conteúdos presentes na Rede e sua organização.
• Verificar o grau de importância atribuída à Internet.
• Aquilatar o grau de confiança relativamente aos conteúdos que circulam na Internet.
• Comparar as perspectivas e práticas dos dois grupos alvo.
Relativamente ao grupo de professores, pretende-se ainda:
• Caracterizar a relação dos alunos com a Internet, sob o ponto de vista dos professores, em termos técnicos e cognitivos.
• Verificar se os professores ajudam os alunos nas suas pesquisas realizadas na Internet….”
CAPÍTULO IV – A interacção com a Internet
“… Assim, no primeiro grupo – aberto-, delineámos os seguintes objectivos:
- Observar a reacção dos alunos à proposta efectuada;
- Identificar as dificuldades sentidas durante a elaboração do trabalho.
Inseridos no grupo fechado, identificámos quatro objectivos fundamentais:
- Avaliar a capacidade de selecção de informação de acordo com o tema dado;
- Avaliar a capacidade de distinguir o essencial do acessório (capacidades de síntese e resumo);
- Verificar a adequação do website escolhido à faixa etária do aluno;
- Aferir os conhecimentos adquiridos após a realização do trabalho….”
Na dissertação apresentada há indicação dos passos que estiveram subjacentes à construção do questionário?
A aferição dos conhecimentos foi conseguida através da elaboração de um questionário diferente para cada aluno,95 de acordo com as informações que constavam nos trabalhos por eles apresentado. Cada questionário era constituído por cinco perguntas de escolha múltipla e um espaço onde os alunos deveriam registar duas obras escritas pelo autor estudado. É de salientar que durante todo o processo os alunos não tiveram conhecimento da posterior realização desta avaliação.
A amostra é claramente identificada?
3. Caracterização da amostra
A área de aplicação do questionário foram escolas da DREN, do distrito do Porto e Bragança, para permitir uma comparação dos resultados entre o litoral e o interior, que pela situação geográfica desfavorável e diferentes estilos de vida poderiam apresentar resultados diferentes. O critério de selecção das escolas foi a existência de professores aí colocados que mostraram interesse em colaborar na aplicação dos inquéritos junto dos alunos e colegas, bem como a presença de computadores ligados à Internet para uso dos alunos. Desta forma, as escolas seleccionadas foram as que se segue:
Distrito do Porto - Escola Secundária de Lousada; Escola Básica 2,3 da Agrela; Escola Secundária de Felgueiras.
Distrito de Bragança - Escola Secundária de Carrazeda de Ansiães; Escola Básica 2,3 de Vila Flor.
O total de inquéritos realizados aos alunos foi de 350. No grupo dos professores foram realizados 110, sem que se tivesse estabelecido qualquer distinção entre zonas geográficas, visto que a vida profissional de grande parte dos docentes se caracteriza pela mobilidade constante. A faixa etária dos alunos inquiridos situa-se entre os 13 e os 15 anos, frequentando todos o oitavo e o nono anos de escolaridade. A escolha destes anos lectivos justifica-se pelo facto de o 8º ano significar a entrada no período da adolescência e possuir características muito próprias relativamente ao sétimo.
É indicado o método usado na definição da amostra?
Sim.
O questionário usado foi objecto de validação prévia?
5. Validação do questionário
A fim de validar o questionário, foi elaborada uma primeira versão e submetida à apreciação de 20 alunos e 10 professores. As dificuldades, dúvidas e sugestões dos intervenientes permitiram corrigir aspectos de forma e conteúdo. Assim, foi reformulada a redacção das questões 11 e 12 e acrescentados tópicos às opções da pergunta 12.
Na explicitação da metodologia usada há indicações sobre o modo de tratamento dos dados obtidos com a aplicação do questionário?
Os dados foram tratados e analisados tendo em vista os objectivos de investigação previamente definidos. Para análise estatística recorreu-se ao programa de computador Excel, sendo os resultados apresentados, sempre que útil, na sua perspectiva percentual.
(2)Questionários online: que ferramentas?
- O LimeSurvey é uma aplicação livre (gratuita para fins não-comerciais) e poderosa para desenvolver questionários, pesquisas ou testes online. Esta aplicação suporta um número ilimitado de questionários/teste.
- Ferramenta em português gratuita criar questionários está em www.encuestafacil.com.
- Quiz School – construa e distribua questionários on-line – link
- O Survs é uma aplicação web colaborativa que permite construir, distribuir e analisar inquéritos online.
- O GoogleDocs (formulários) é uma ferramenta poderosa na criação de questionários online. Permite ao investigador criar máscaras de introdução de dados de forma simples e intuitiva.
Estes são alguns links que encontrei e considerei pertinentes para o estudo da temática Métodos de Recolha de Dado:
Métodos de Recolhas de Dados – link 1
- Análise de Dados documentais
- Inquéritos
- Entrevistas
- Estudos por observação
- Análise de dados
Baseado nos métodos descritos no livro de Bell, Judith (1997) “Como Realizar um projecto de investigação”, Gradiva, pp. 85-185
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Existem, segundo Bogdan e Byklen (1994), Tuckman (2002) e Quivy e Campenhoudt (2003), três grandes grupos de métodos de recolha de dados que se podem utilizar como fontes de informações qualitativas – link 2:
- a observação;
- o inquérito, o qual pode ser oral – entrevista – ou escrito – questionário;
- a análise de documentos.
A relação complexa que existe entre estes três métodosdestá esquematizado na figura abaixo:

O processo da recolha de dados é condicionado por um filtro epistemológico: não há investigação isenta de um referencial pessoal, mais ou menos explicito e frequentemente ligado ao poder alcançado por quem recolhe a informação, ou por quem a utiliza. (Ketele& Roegiers, 1991).
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Estudo de caso
“É uma investigação que se assume como particularística, isto é, que se debruça deliberadamente sobre uma situação específica que se supõe ser única ou especial, pelo menos em certos aspectos, procurando descobrir a que há nela de mais essencial e característico e, desse modo, contribuir para a compreensão global de um certo fenómeno de interesse.” (Ponte, 2006:2) – Link 3
- O diário de bordo constitui um dos principais instrumentos do estudo de caso.
- Ao longo da investigação podem ser elaborados relatórios do tipo descritivo ou reflexivo, como ferramenta de recolha de dados.
- A pesquisa documental deve constar do plano de recolha de dados: cartas memorandos, comunicados, agendas, planos, propostas, cronogramas, jornais internos etc.
Três princípios para a recolha de dados segundo Yin (1994):
- Usar múltiplas fontes de evidências;
- Construir, ao longo do estudo, uma base de dados;
- Formar uma cadeia de evidências.
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Outros documentos de grande importância nesta temática:
Link 4 - Métodos e Técnicas de recolha de dados: Interdependência e Complementaridade
Link 5 - A estruturação do processo de recolha de dados on-line
Link 6 - A Avaliação do Desenvolvimento Socioeconómico, MANUAL TÉCNICO II: Métodos e Técnicas
A Recolha de Dados: Estudos de Caso
A Avaliação do Desenvolvimento Socioeconómico, MANUAL TÉCNICO II: Métodos e Técnicas
A Recolha de Dados: Estudos de Caso
Caros investigadores
Com está a aproximar-se o final do período previsto para esta discussão, deixo aqui um repto, tendo em conta a discussão já ocorrida.
Suponham que um(a) colega vosso(a) estava a preparar um projecto de investigação para uma dissertação. Suponham que nesse projecto faltavam alguns passos.
Suponham que faltava:
1. a formulação do problema de investigação? que consequências?
2. a explicitação dos objectivos da investigação? que consequências?
3. a revisão da literatura (estado da arte à volta da problemática em que se insere o problema)? que consequências?
4. a caracterização da amostra ou do caso a estudar? que consequências?
5) a caracterização das técnicas de recolha de informação ou dos dados a recolher e da especificação de como se vão aplicar? que consequências?
6) a previsão das técnicas de análise de dados a que se vai proceder?
7) as referências bibliográficas já trabalhadas?
O que diriam?
[ ] Alda Pereira
Olá a todos,
Estou completamente de acordo com os meus colegas…seria uma tarefa muito complicada…mas a verdade é que o processo de investigação desta minha colega não seria o mais adequado.
Um investigador deve de começar a sua investigação com algumas ideias iniciais que surgem dos pensamentos do investigador/equipa. Será com base nessas ideias que o investigador terá de decidir o tema (o quê? para quê?). Parece fácil mas não é, aqui o investigador tem de pensar num tema que seja do seu interesse, do seu conhecimento e que seja algo novo e valido para o conhecimento cientifico da educação.
É fundamental que o investigador defina logo de inicio qual o problema. O problema é a pergunta que sintetiza o que o investigador procura estudar. Esta será a questão de fundo para a qual o investigador procura uma resposta. A definição de um problema tem de ser obrigatoriamente claro e preciso. Como posso eu iniciar a minha investigação se ainda nem sei o que vou estudar?
A realização de uma investigação não é nada fácil e será ainda mais complexa se o investigador não saber quais os objectivos a alcançar.
Eu era capaz de pensar que a minha colega estaria a realizar uma investigação em que o trabalho realizado é que iria estruturar a investigarão, e não ao contrário. Esta forma de trabalhar, em investigação, é considerada um pouco arriscada. Será que a minha colega não teve a disciplina de Métodos de Investigação??? É bem possível;)
Mónica Velosa

Olá,
Mas será que num estudo de caso não temos que definir objectivos?
Ora vejamos:
Um estudo de caso visa essencialmente a compreensão do comportamento de um sujeito, de um dado acontecimento, ou de um grupo de sujeitos ou de uma instituição, considerados como entidade única, diferente de qualquer outra, numa dada situação contextual especifica, que é o seu ambiente virtual.
Estamos a estudar o sujeito no seu ambiente quotidiano, sem qualquer tipo de intervenção de quem está a investigar. Muitos foram os investigadores que ao longo dos anos utilizaram o estudo de caso, por exemplo:
S. Freud - foi um acumular de dados qualitativos que deram origem à sua teoria de psicanalítica – e
Piaget - através de entrevistas e observação do comportamento de crianças conseguiu compreender o comportamento intelectual da criança nas diferentes idades e definir os seus estádios de desenvolvimento cognitivo-.
Em investigação em educação, um caso refere-se geralmente a um sujeito que apresenta uma dada tipologia característica. Significa que o investigador pode definir partida quais os seus objectivos. A partir destes objectivos o investigador terá maior facilidade em encontrar uma metodologia adequada.
Eu num estudo de caso estou a estudar uma situação especifica. Sei neste caso qual o objectivo da minha investigação, por exemplo: a forma como uma determinada criança evolui na sua aprendizagem da leitura desde o 1º ao 4º ano.
Yin põe em evidência a necessidade de definir, num estudo de caso, as questões de investigação: as proposições que focalizam a atenção do investigador sobre algo que deverá ser observado durante o estudo;
as unidades de análise que poderão ser um ou mais programas; a lógica que liga os dados às proposições; e os critérios para interpretação dos dados.
Mesmo que não exista a definição de hipóteses, existe a definição de objectivos. O investigador tem de saber aquilo que vai fazer na sua investigação.
Mónica velosa

Olá Mónica,
concordo perfeitamente que em qualquer investigação temos sempre de definir objectivos (no caso da tese que analisámos era verificar a viabilidade e adequação da implementação de um programa de portefólios de Matemática suportado pela tecnologia Moodle a turmas de alunos do ensino básico) ou arriscamo-nos a vaguear num limbo.

Olá colegas,
Qualquer que seja a investigação em educação esta deve estar sempre revestida por todos os cuidados que envolvam quaisquer relações humanas.
A “boa educação” será, por isso,a melhor forma de conduta em todas as situações relacionais, nomeadamente nas investigações que envolvam o estudo de comportamentos, atitudes e a acções de pessoas.
Existem muitos princípios éticos, por exemplo:
- Respeitar e garantir os direitos daqueles que participam voluntariamente no trabalho de investigação;
- Solicitar autorização das instituições a que pertencem os participantes para estes colaborarem no estudo.
- …; (entre outros)
A estes princípios orientadores a que devem obedecer as relações do investigador com os participantes, juntam-se outros que o devem levar a ter a obrigação de uma rigorosa explicitação das fontes utilizadas quer estas sejam documentais ou não; ser completamente autentico quando redige o relatório. As conclusões devem ser sempre realizadas de acordo com os resultados dos dados obtidos.
Mónica Velosa

Olá colegas,
Tal como já foi referido por outros colegas aqui está uma boa pergunta.
Segundo Lillo, uma hipótese é “uma suposição que se faz duma coisa possível ou impossível e da qual se tira uma consequência”, sendo, portanto, em investigação, uma resposta suposta, provável e provisória a um problema.
Uma hipótese será então um conjunto de proposições conjecturais possíveis, lógicas e dedutivas do que se pode esperar como resposta ao problema.
Medawar define hipótese como:
“qualquer avanço no conhecimento cientifico, seja qual for o nível, começa por ser uma aventura especulativa, uma concepção prévia imaginativa do que pode ser verdade – uma concepção prévia que vai sempre e necessariamente um pouco (por vezes muito) além daquilo em que temos autoridade lógica ou factual para acrescentarmos. É a investigação de um mundo possível, ou de uma pequeníssima fracção desse mundo. A conjectura é depois exposta à crítica para se descobrir se esse mundo imaginário é ou não de algum modo semelhante ao verdadeiro. O raciocínio cientifico é por isso, a todos os níveis, uma intervenção entre dois episódios do pensamento – um diálogo entre duas vozes, uma imaginativa e outra critica; um dialogo, se quisermos, entre o possível e o real, entre proposta e ordem, conjectura e critica, entre o que pode ser e o que é de facto verdadeiro. “
Na maioria dos estudos experimentais e em alguns inquéritos é postulada uma hipótese, sendo a investigação estruturada de modo a permitir testa-la. Existem alguns estudos qualitativos que começam sem a especificação de uma hipótese. Neste caso os investigadores apenas têm uma ideia daquilo que vão fazer, mas não definiram previamente uma hipótese. É aquilo a que Bogdan e Biklen afirma ser “o trabalho em si é que estrutura a investigarão, e não ao contrário” . Judith considera que existem muitos perigos nesta forma de trabalhar, até os investigadores experientes acabam por obter uma tão grande quantidade de informação que ficam sem a mais pequena ideia do que fazer com ela.
Mas existem pequenas investigações em que apenas é suficiente a definição dos objectivos, sem ser necessário a definição das hipóteses. A não ser que o nosso orientador aconselhe o contrario. O importante não é haver uma hipótese, mas sim, por um lado, debruçar-se cuidadosamente sobre o que vale ou não a pena investigar e, por outro, ponderar a forma como a investigação irá ser conduzida.
Se o investigador não tem bem definido desde o inicio o que pretende fazer, não será possível considerar uma metodologia adequada. Não quer dizer que tenha que definir hipóteses independentemente da dimenção do projecto. Se for um projecto de pequena dimensão o investigador pode apenas definir objectivos.
Mónica velosa

Olá colegas,
Ora aqui está um boa observação;)
Na verdade o projecto deve ser definido no inicio, mas na minha opinião, não significa que não possa ser alterado. Sempre que alguém vai concretizar um projecto poderá ou não ser necessário reajusta-lo às circunstancias que vão surgindo. Teoricamente é definido, mas depois na prática podes reformular. Será que sim?
Mónica velosa

Olá a todos,
Uma das etapas do nosso trabalho foi efectuar a analise da dissertação E-Portefólio: Um estudo de caso de Alves, A. (2007). Após a realização desta analise, pude observar que era possível, a partir da estrutura do relatório, perceber as etapas realizadas pela autora no processo de investigação. Percebemos com esta dissertação e com as leituras complementares que realizamos, que as etapas não variam muito de investigador para investigador.
Tendo em conta as minhas leituras no livro de Alberto Sousa:
O Processo de investigação, de uma forma simplificada, tem 3 etapas:
- Etapa de preparação (pensamento);
- Etapa de execução (Acção);
- Etapa de relatório (Comunicação).
Etapa 1: Na Etapa de preparação, pensa-se e planeia-se aquilo que vai ser a investigação, aqui fazemos a especificação dos objectivos, delimitando o campo de pesquisa e realizando um esboço inicial que se vai transformar assim em projecto após a conclusão de toda a planificação.Esta deverá ser bem pensada e muito bem definida.
Esta etapa tem inicio com as ideias iniciais que surge dos pensamentos do investigador/equipa de investigação. Após a obtenção de algumas ideias o investigador tem de decidir o tema (o quê? para quê?). Parece fácil mas não é, aqui o investigador tem de pensar num tema que seja do seu interesse, do seu conhecimento e que seja algo novo e valido para o conhecimento cientifico da educação. O investigador dá inicio a algumas leituras, estas podem leva-lo a alterar o seu tema. Começa então por realizar um esboço(permite clarificar o tema escolhido, permite conseguir uma abordagem mais objectiva da investigação, permite clarificar a ordem lógica do trabalho a realizar) do que é pretendido, este vai sendo apagado e escrito, apagado e escrito….A partir do momento que o investigador tem uma linha condutora que leva à viabilidade da sua investigação, o esboço deverá passar a um projecto de investigação ( ajuda o investigador a definir, clarificar as suas ideia e sistematizar os modos de actuação que levarão à obtenção da resposta para o problema e pode ser lido e avaliado por outras pessoas).
Etapa 2: Passamos à fase da investigação em si (execução), aqui o investigador vai realizar toda a investigação de campo, o desenvolvimento das acções que se projectaram efectuar, a experimentação, a observação, a aplicação dos instrumentos, a recolha e tratamento de dados.
Etapa 3: Finalmente chegamos ao relatório escrito, onde se realiza a descrição de tudo o que foi feito na investigação. O objectivo é ser publicado e ficar desta forma acessível a todos.
Na minha opinião não existe um número fixe de etapas no processo de investigação. Neste caso digo 3 etapas, mas também não estaria errado dividir a primeira etapa em mais etapas. Mas considero que nenhuma destas etapas e suas sub-etapas podem ser esquecidas ou deixadas de lado. Estou completamente de acordo com a análise feita pela Sandra em relação às diferenças entre os diferentes fluxogramas.
Em relação nova proposta da Sandra, segundo o que li sobre o Esboço do Projecto de Investigação (realizado na etapa 1), seria ai que o investigador iria definir a amostra e a calendarização.
Etapas do Esboço do Projecto de Investigação:
Titulo;
Porquê, Para quê, População?
O Problema
Hipóteses
Amostra
Metodologia
Instrumentos
Tratamento de dados
Resultados e Conclusões que se espera
Datas de execução.
Etapas do Projecto de Investigação:
1-Introdução; 2-Revisão 3-Bibliografia; 4-Organização da investigação; 5-Metodologia; 6-Resultados que se esperam; 7-calendarização e orçamento.
Todos estes pontos eram logo realizados na fase 1.
O que acham?
Mónica Velosa

Cara Teresa, caros investigadores
A Teresa tocou neste post uma questão essencial: os métodos indutivo e dedutivo dizem respeito a processos de pensamento.
Outra coisa será falar de métodos de investigação. O método de investigação não é dedutivo ou indutivo. Os métodos desenvolvidos no paradigma positivista/normativo usam como processo de pensamento o método dedutivo, por exemplo.
Mas a propósito deste post, gostaria também de colocar uma outra questão: todo o conhecimento científico é preditivo? Então o conhecimento adquirido através de uma investigação em Ciências Sociais que não segue o paradigma positivista, típico das Ciências Naturais (pelo menos era típico dessas ciências até sensivelmente ao início da década de 20 do sec XX), não é científico?
[ ] Alda Pereira

Olá a todos,
A investigação qualitativa permite compreender a realidade em estudo, através de um processo indutivo exploratório, na perspectiva da teoria interpretativa.
Este tipo de investigação assume diferentes realidades, que o mundo não é algo objectivo, mas existe em função de uma interacção da percepção pessoal é um fenómeno altamente subjectivo que precisa de ser interpretado mais do que medido.
A investigação qualitativa é conhecimento só que não se pode generalizar.
Por exemplo: se eu estudar um estudo de caso, para aprofundar a realidade desse caso, depois não posso generaliza-lo.
Alberto Sousa refere no seu livro que “Os críticos do estudo de caso apontam-lhe sobretudo a sua impossibilidade de estabelecer generalizações, colocando deste modo em causa a sua utilização cientifica.”
Em suma, o conhecimento adquirido através de uma investigação em Ciências Sociais que não segue o paradigma positivista, típico das Ciências Naturais,é científico, mas difere do outro por não permitir a generalização.
Mónica velosa

olá Mónica…
Em alguns pontos discordo de ti.
Um método qualitativo não tem de ser menos rigoroso, válido e generalizável do que um método quantitativo; as metodologias é que são diferentes, porque se assim fosse não poderíamos chamar investigação a um processo baseado no método qualitativo. (eu pessoalmente prefiro uma investigação que consiga conjugar os dois métodos: qualitativo e quantitativo).
A investigação qualitativa é válida e rigorosa porque se baseia num quadro teórico e em instrumentos de investigação válidos. Os resultados são válidos para o objecto de estudo e para contextos semelhantes, como um estudo molecular é válido para moléculas.
A própria dita ciência exacta por vezes não é tão exacta, já que parte de premissas. Na minha opinião não há paradigmas melhores ou mais exactos, há sim paradigmas mais adequados ao objecto de estudo

Olá colegas,
Paradigma (do grego Paradigmal) literalmente modelo, é a representação de um padrão a ser seguido. É um pressuposto filosófico, matriz, ou seja, uma teoria, um conhecimento que origina o estudo de um campo científico; uma realização científica com métodos e valores que são concebidos como modelo; uma referência inicial como base de modelo para estudos e pesquisas.(Wikipédia)
Segundo Kuhn uma comunidade científica consiste em homens que partilham um paradigma e esta “…ao adquirir um paradigma, adquire igualmente um critério para a escolha de problemas que, enquanto o paradigma for aceito, poderemos considerar como dotados de uma solução possível”.
Madeleine Grawitz fala na desordem que existe neste domínio e faz referência a várias definições de método.
Método
- conjunto concertado de operações que são realizadas para atingir um ou mais objectivos;
- um corpo de princípios que presidem a toda a investigação organizada;
- um conjunto de normas que permitem seleccionar e coordenar as técnicas;
Será que se pode dizer que é um plano de trabalho em função de uma determinada finalidade, isto de uma forma abstracta?
Nota: Técnicas são procedimentos operatórios rigorosos.
Mónica velosa

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Teresa,
No esquema que apresenta, e pela leitura que dele fiz, depreendo que o método qualitativo não é científico. Isso causa-me algum desconforto, porque não é científico apenas o estudo das realidades físicas que podem ser medidas e pesadas… Se assim fosse, os saberes que não fossem provenientes das ‘ciências duras’ não seriam verdadeiros saberes.
Os métodos científicos caracterizam-se, antes, pela ‘universalização’ e ‘revisibilidade’ do saber exposto, utilizando o pensamento racional.
Assim, a investigação qualitativa científica, dá origem à compreensão sistémica das realidades estudados, procurando compreender as realidades estudadas e o seu significado e sentido.
Citando A. Alves gostaria de referia que o método qualitativo procura «compreender a realidade circundante na sua especificidade, querer saber o porquê e os significados dos fenómenos. Não existe uma preocupação em obter leis universais ou generalizações, como no caso da investigação positivista. Os métodos qualitativos, característicos deste paradigma de investigação, seguem uma lógica indutiva, a teoria surge à posteriori dos factos. O investigador observa e procura interpretar a realidade e vai elaborando categorias que, com mais informações, irão transformar-se em constructos teóricos que irão formar a teoria. Existe uma interacção entre investigador e investigado, num processo de dupla hermenêutica, na medida em que cada um interpreta e é interprete, produzindo-se um conhecimento circular que se vai construindo iterativamente e em espiral (Coutinho, 2005:76-78)»(Alves, 2007:103-104).
Concluindo, eu penso que se deveria substituir, no esquema, a expressão “método científico”, por “método positivista”.

[] L

Olá Luís e Teresa
Estou de acordo com a observação feita pelo Luís. Segundo o que percebi o paradigma quantitativo requer uma concepção global positivista, hipotético/dedutiva, particularista, orientada para os resultados, própria das ciências naturais, por outro lado o paradigma qualitativo requer uma concepção global fenomenológica, indutiva, estruturalista, subjectiva e orientada para o processo, própria da Antropologia Social.
Cada tipo de método está ligado a uma perspectiva paradigmática própria. tal como já tinha referido no post anterior. Tendo em conta as especificidades de cada um dos métodos podemos ver que a distinção entre ambos é feita, fundamentalmente, no que diz respeito ao processo de recolha de dados e bem como o modo como esses dois métodos são registados e analisados.
Mónica Velosa

Olá a todos,
De acordo com as minhas leituras existem três paradigmas de investigação o Quantitativo, Qualitativo e o Sociocrítico. A maior parte dos investigadores normalmente aderem a um único paradigma e ao método que lhe está associado, mas existem investigadores que aplicam simultaneamente os métodos característicos de cada um dos paradigmas.
Mas será que estes métodos podem ser combinados?
O autor Reichardt considera que um investigador não tem que aderir obrigatoriamente a um único paradigma para melhor resolver um problema de pesquisa, este pode até escolher a combinação de características entre os dois. O mesmo acontece com a escolha dos métodos. No fundo o importante é utilizar o paradigma e o método que melhor se adequa à realização dos objectivos pretendidos, da investigação a realizar.
Mas nem todos os especialistas, nesta temática, estão de acordo com esta utilização conjunta dos métodos. Segundo Julia Brannen, esta utilização conjunta pode contribuir para a existência de implicações de natureza teórica. Esta mesma autora refere que o mais correcto é relacionar cada conjunto de dados com a teoria que lhe está subjacente e analisar de que forma os diferentes conjuntos de dados têm algo em comum ou não.
Cada paradigma está associado a um método. O paradigma quantitativo (Orientado para o resultado)- método quantitativo (investigação experimental) e o paradigma qualitativo (orientado para o processo)- método qualitativo (sensíveis ao contexto).
Mónica Velosa
Após a pesquisa sobre esta temática e a análise da dissertação, o grupo começou a trabalhar na criação do fluxograma.
Para a criação do fluxograma o grupo começou por responder ao conjunto de perguntas que a professora propôs de forma facultativa.
Perguntas/Respostas:
Quais os paradigmas em que se pode inserir a investigação educacional?
Quais as grandes diferenças entre investigação quantitativa e qualitativa?
Que métodos se podem definir em investigação educacional?
Como caracterizar um estudo de caso em investigação?
Como começar uma investigação?
O primeiro passo numa investigação é seleccionar um tópico para a investigação. Após a selecção do tópico o investigador deve definir as primeiras ideias e a problemática em estudo.
Quais as características de um bom problema de investigação?
Um bom problema de investigação é uma problemática que ninguém sabe a sua resposta.
Quais as etapas a percorrer num processo de investigação?
Como deve ser organizado um relatório de investigação?
Como citar as fontes usadas numa investigação?
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A dissertação de mestrado a analisar na nesta parte do trabalho foi de Alves, A. (2007). “E-Portefólio: Um estudo de caso”
Esta dissertação consiste numa análise da implementação de um programa de portefólio eléctricos a uma turma de alunos do 9º ano de escolaridade, no contexto da disciplina de Matemática. A plataforma utilizada é o Moodle e decorreu no ano de 2006/2007.
O objectivo da leitura feita por nós é essencialmente observar/identificar a estrutura, o corpo da investigação, o método de investigação usado, os instrumentos de avaliação utilizados, a forma como é feita a análise de dados, etc.
A estrutura desta dissertação é a seguinte:
Parte 1 – Planeamento da investigação
Esta é a parte em que a autora faz uma breve introdução sobre o que será tratado na sua dissertação, as motivações que a levaram a realizar esta dissertação, descrição do caso de estudo, a importância/relevância da realização deste estudo, os objectivos da investigação.
Parte 2 – Estado da Arte
Conceitos teóricos sobre a temática em estudo.
Parte 3 – Metodologia adoptada e descrição do estudo
Aqui a autora explica como a problemática foi investigada e a razão porque determinados métodos e técnicas foram utilizados. Aqui ficamos a perceber o porquê do seguimento de determinados processos.
“A nossa posição metodológica para o presente estudo situa-se dentro do paradigma interpretativo, uma vez que do ponto de vista ontológico, procura-se penetrar no mundo pessoal dos sujeitos (os alunos das turmas) e procura-se perceber e compreender como estes reagem à nova metodologia proposta para a sala de aula.“
Parte 4 – Apresentação e análise dos dados
Aqui são mostrados pela autora toda a informação resultante do seu trabalho e quais as conclusões da sua investigação.
Parte 5 – Conclusões
Todas as conclusões retiradas do ponto anterior são aqui resumidas pela autora.
Parte 6 – Bibliografia e anexos
A autora refere aqui as obras que utilizou na realização da sua investigação.
Fontes:
Alves, A. (2007). “E-Portefólio: Um estudo de caso”
Antes de entrar na temática sobre o Processo de Investigação fui ver o que significava a palavra Investigação.
“A investigação é, assim, uma demanda daquilo que não se conhece. O investigador vai do que sabe, os vestígios, para o que não sabe, o que os vestígios indicam. Nem se pode dizer que vai para aquilo que procura, pois, em verdadeira e radical investigação, não sequer possível saber o que é que se procura. O termo da investigação, da demanda, é uma descoberta” (Rosa, 1994)
A investigação é a acção de se procurar aquilo que não se conhece, significa a busca de algo que ainda não é conhecido através de uma pesquisa. A investigação cientifica vai permitir ao investigador a obtenção de novos conhecimentos científicos.
O Processo de Investigação consiste fundamentalmente no estudo de indícios, de vestígios, levantando várias formulações hipotéticas dos seus possíveis significados, procurando verificar qual destas hipóteses possuirá a explicação mais plausível. Nunca se deve afirmar que o resultado de uma investigação são definitivos, estes são apenas probabilidades.
O inicio de uma investigação existe porque alguém tem uma dúvida, alguém não sabe responder a uma pergunta. Um investigador nunca fica satisfeito com respostas parciais ou de veracidade duvidosa, este procura sempre as respostas com maior rigor e certeza.
Ponto de partida Premissas –> Investigação –> Validar as Conclusões –>Conclusões –> Probabilidade
_________________(Métodos – Dedução, indução, etc.)
A investigação não é fácil e leva o seu tempo. Um bom investigador tem de ser muito paciente, perseverante, honesto, maturidade interior…etc.
“A racionalidade da investigação consiste, por conseguinte, na humildade de não-saber, na docilidade em aceitar a manifestação dos vestígios, na honestidade intelectual do ser humano. Exige paciência, constância, autoconfiança, humildade, capacidade para enfrentar os próprios erros e corrigi-los…” (Rora, 1994).
Estou completamente de acordo com a autora. A investigação é algo que exige muito trabalho e dedicação da parte do investigador. Um erro pode ser um passo para a descoberta de uma solução.
Fonte:
Rosa, J. G. (1994). Investigação em Educação. Lisboa: E.S. E. João de Deus.
Este tema é dedicado a procurar identificar paradigmas e métodos de investigação em Educação, a definir as etapas do processo investigação e a traçar as características de um relatório de investigação.
O tema é percorrido pela actividade 1: O processo de investigação, que decorre entre 7 e 31 de Outubro. A actividade desenvolve-se em quatro partes solidárias e relacionadas entre si.
Foi proposto pela professora a construção de um novo blogue, para cada aluno, como sendo o seu Portefólio da unidade curricular de Métodos de Investigação Online. A ideia deste portefólio é ter um fio condutor, um sequência própria, ser actualizado regularmente para esta UC e fundamental – ter reflexões pessoais sobre o percurso, o que se leu,o que se discutiu, etc.
Tendo em conta o objectivo da criação de um novo blogue (portefólio), faz todo o sentido que este seja exclusivo para esta UC. Um blogue no geral incide, normalmente, sobre muitos assuntos, tornando um pouco confuso o fio condutor de todas as reflexões feitas nesta UC.
Dado a minha concordância na criação deste portefólio comecei logo a sua construção. O meu portefólio é então o local onde farei reflexões sobre a minha aprendizagem, as minhas leituras, as minhas dúvidas, etc, nesta UC.
Já estou a utilizar o agregador de sites, do Delicious, criado para a unidade curricular Metodologia de Investigação em contexto Online.
Tendo em conta que numa comunidade de investigação, os investigadores organizam-se em geral por equipas, por causa das linhas de investigação a que se dedicam, vamos nesta UC trabalhar em equipas solidárias.
Nesta unidade curricular, a comunidade também estará organizada em equipas, embora centradas nos mesmos objectivos e tópicos, se constituem como equipas solidárias, partilhando recursos e actuando construtivamente na comunidade.
A minha equipa solidária é constituída pelos seguintes elementos:
- Sandra Brás;
- José Carlos Figueiredo;
- Mónica Velosa;
- Paulo Simões.

A equipa Solidária